NETPAGE- J. VIRGOLINO ALENCAR


Paródia musical

Virgolino de Alencar

A CANDIDATA
(Para ser cantada com a melodia de “Cabelos brancos”,
música de Marino Pinto e Herivelto Martins )

José Virgolino de Alencar

Não falem desta mulher perto de mim,
Não falem pra não estragar meu humor;
Sou eleitor, nunca vi tanta maldade,
Se votarem nela, adeus liberdade;
Nesse governo o Brasil vive um horror,
Então respeitem meu voto, por favor.

Ninguém viu no Brasil o que eu já vi,
Ninguém viveu aqui o que eu vivi,
Lágrimas jorradas, meus sofridos trancos,
Refletem-se hoje em dia nos meus cabelos brancos
E agora que a esperança está no fim,
Não falem desta mulher perto de mim.



Escrito por Virgolino às 11h15
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Poesia

 

Aprisionado nos limites do ninho

José Virgolino de Alencar

 

Torres, muitas e imensas torres, floresta de concreto,

 cercam meu universo, minha galáxia, onde vivo;

 entrego-me à reflexão, a indagar pensativo

 sobre a ameaça de que meu ilhado teto

 

torne-se irrespirável e eu, cassado o direito a veto,

 tenha que resignar-me, mãos atadas, inativo,

 ante a força desumana do sistema especulativo,

 hedonista, que faz da ambição primevo projeto.

 

Suprime-se de minha vista o belo e fascinante

 nascer e pôr do sol, não abrindo, para meu deleitar,

 sequer uma frestinha, por onde, do meu mirante,

 

possa dar à mente o merecido repouso, vendo o mar;

sinto-me, assim, pássaro aprisionado, vida sufocante,

 vagando nos limites do ninho, sem asas para voar.

 

 

 



Escrito por Virgolino às 18h52
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Comentário

Publicado no Blog do Hugão(UNLIMITED)

O contrato com o Banco do Brasil

José Virgolino de Alencar

O contrato do Estado com o Banco do Brasil, para gerir os recursos estaduais, sob regime de monopólio, além dos problemas já amplamente divulgados, traz mais um que é uma verdadeira fria para os servidores.

Os empréstimos consignados, descontados do contracheque do servidor e garantida a amotização pelo Estado, não sofriam restrições cadastrais exatamente pela segurança do pagamento das prestações feitas pelo Tesouro.

Isso quando havia vários bancos fazendo esse tipo de operação.

Agora, com o monopólio do Banco do Brasil, se o servidor tiver pendências cadastrais, que podem acontecer por erro do servidor ou do credor, e em muitos casos se trata de uma discussão jurídica da pendência, pois bem, o Banco do Brasil não libera o empréstimo consignado, em que pese a garantia do Estado, empréstimo que às mais das vezes o servidor precisa para resolver seus débitos.

O servidor agora não tem para onde correr, porque a situação pendente lhe proíbe operações diretas com os bancos, o que é normal para o sistem financeiro.

O Governo do Estado não pode deixar o servidor à mercê de um único Banco, prejudicando um direito secularmente utilizado sem essa restrição, recém-criada pelo BB que se porta, abusivamente, como dono do dinheiro do Tesouro.

Se existe a cláusula de exclusividade e monopólio no contrato, ela fere o direito do servidor, sendo nula em sua origem, sem valor jurídico, portanto.

Espero que o caso não se mantenha no silêncio que vem predominando e que as entidades representativas dos servidores deem o ar de sua graça em defesa de seus associados.


Escrito por Virgolino às 12h01
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Poesia

José Virgolino de Alencar

Direitos Humanos X Direito dos Humanos - Nota Introdutória

Não me posiciono contra a defesa dos direitos humanos, de todos os seres humanos.

O que não consigo tragar é esse bando de ONG's que recebem verbas do governo, sob pretexto de defender os humanos, preocupam-se mais em acolher e proteger monstros inumanos, para quem a vida não vale nada, e se recusam a abrir a caixa-preta de sua contabilidade para comprovar a aplicação do dinheiro público.

Minha irresignação é em relação à distorção desses movimentos, resultando em insegurança para os cidadãos/contribuintes, engradados em suas casas, enqu anto a bandidagem anda solta.

Essa é a linha do soneto abaixo.

Virgolino
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Direitos humanos x direitos dos humanos

 

José Virgolino de Alencar

 

Ah se os direitos dos cidadãos humanos

Fossem alvos sinceros e humanísticos

Dos que, posando de salvadores, místicos,

Cometem injustiças, desvios e ledos enganos.

 

Para os monstros sociais e desumanos

Sobram ações, amparos e planos logísticos,

Celebram-se até solenes atos eucarísticos;

Que sacrilégio, ante os cruéis e pecaminosos danos!

 

As vítimas dos insanos, hediondos criminosos,

Quedam, reféns, à mercê de monstros odiosos

Que têm a vida lançada na conta de valor zero.

 

Chacinam, brutalizam, seviciam, maltratam,

Sem piedade e sem coração ferem e matam,

Impunes escapam, lei não há, só lero-lero.

 



Escrito por Virgolino às 08h46
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Artigo

Publicado no Site: www.ancomacio.com

José Virgolino de Alencar

Herdando o vento

Na Bíblia, no livro dos Salmos, encontramos a frase-ensinamento-conselho: “Aquele que derrubar a sua casa herdará o vento”. Destruída a casa, onde restará um campo ermo, somente o vento passará livremente como bem inútil para o impensado gesto do devastador de sua casa.

Como conselho e parábola bíblica, a frase é mais do que uma alusão à derrubada física da casa, mas estende o sentido para uma simbologia que referir-se-á à casa como lar, como ao sagrado lugar de se viver com a família, em paz e harmonia, como também abrange a comunidade em que se vive, a região a que pertence e à própria nação que se tem como pátria.

Não basta a derrubada física para sobrar o vento como herança. A destruição da paz, da harmonia, da irmandade, da moral, da ética, seja dentro do lar, seja na comunidade, seja na região, seja na nação, trará como conseqüência o vento que não serve nem como ar para respirar, porque, nesses momentos, o que sopra é um vendaval que tolhe o poder de respirar e até de pensar.

No alvorecer do 3º milênio de ensinamento do cristianismo, das lições da Bíblia, os homens, na sua luta pelo poder, pela ambição de mando, estão cada vez mais promovendo a derrubada de suas “casas”, ou seja, da estrutura dos lares, do sossego das regiões e da paz das nações, deixando que os ventos soprem e mexam e remexam de formar a instalar a desarmonia, a desagregação, a falta do sentimento de solidariedade, com a predominância do individualismo, do egoísmo, do ego inflado que leva o homem a pensar que o resto do mundo gira em torno dele.

Sem “mutatis, mutandis”, ou seja, sem nada a ser mudado, o Brasil vive um período de derrubada de suas estruturas nacionais, da harmonia social, do poder que está minando os pilares nacionais básicos, do comando que quer impor o pensamento único, que deseja perpetuar-se no poder, sem dar a menor importância para a moral e a ética que sustentam o desenvolvimento de uma nação, e nessa insensatez a conseqüência é a derrubada da “casa” brasileira, onde, como na frase bíblica, o vento será a única herança.

E ainda aproveitando o ensinamento da Bíblia, nessa destruição da casa, transformando o campo que restará no que, no Ato dos apóstolos, é chamado de “hacéldama”, o país será terra devastada pelo fogo.

E é fogo que ameaça a queima do Brasil por um grupo, que estando mais para exército de Brancaleone, se pretende dono de novo e estranho ideal: manter o poder por cima dos princípios éticos e morais, a qualquer preço, inclusive o preço de uma desmedida senvergonhice.

Essa casa um dia cairá. E nós herdaremos o vento!

N.A. Artigo republicado, por manter-se adequado ao Brasil atual.



Escrito por Virgolino às 08h56
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Poesia

Menor abandonado

 

Caminhando pelas estradas da vida,

Clamando por amor e caridade,

Buscando justiça e dignidade,

Vai o menor enfrentando a dura lida.

 

Ele procura uma segura guarida

Onde goze plena paz e liberdade,

Onde seja tratado com igualdade,

Enfim, quer encontrar uma saída.

 

Que Deus, os homens, ilumine,

Desperte seus corações e culmine

Com a humanitária ação de o socorrer.

 

O menor jamais quer à força tomar

O que os homens tenham para lhe dar,

Quer, unicamente, amor e o sustento receber.

 

 



Escrito por Virgolino às 12h57
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Crônica

Publicado no Site: www.ancomarcio.com

José Virgolino de Alencar

De ideais, do Big Brother e das ondas modernas

 

 

("Quando o ideal não for possível, faça do possível o seu ideal" - José Virgolino de Alencar)

A frase torna-se pragmática, porque a realidade, historicamente, não tem aceitado os ideais e impõe o realismo, seja nas ações políticas, seja, principalmente, nas diretrizes econômicas.

O mercado é dominador, é hedonista, empurrou goela a baixo a globalização e passa como um trator, dando verdadeiras traulitadas, por cima das ideologias e dos idealistas e até dos governos nacionais.

Desse modo, como não é possível fazer valer o ideal, temos que fazer do possível um ideal.

Enfim, há que ser realista e pragmático, desde que não se aliene, nem aliene mercantilisticamente suas idéias, nem ceda à imoralidade.

No mundo da tecnologia, unido em tempo real, quando podemos ver no Celular, no momento exato do fato, o que está acontecendo na China, é difícil manter-se um modelo próprio, ilhado, desligado da aldeia universal.

O Big Brother, o de George Orwell, não o da Globo, está de olho no que fazemos, monitorando nossas ações diárias, e é ilusório querer fugir dele, pela ciclópica força que ele tem.

As ondas modernas, não as tsunâmicas, os terremotos e os vendavais físicos, mas os movimentos comportamentais que a sociedade da era tecnológica impõe, nos engolfa e não adianta remar contra essa maré.

Ao não aceitar pessoalmente a modernidade inconvencional, pelo menos sejamos mais tolerantes, menos preconceituosos, mais realistas na convivência com os contrários.

Essa é a nouvelle vague que vem vindo e o melhor é se equilibrar sobre a prancha e surfar com ela sobre as ondas, para não morrer na praia.

Não resta dúvida de que isso é o ideal possível. 

 



Escrito por Virgolino às 09h11
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Festa de formatura

No dia 15/01 próximo passado, realizou-se, na Maison Blunelle, a festa de formatura da turma concluinte de Nutrição, período 2009.2, da Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba.

A par de ser uma festa de jovens, animados em si  mesmos, o cerinomial contratado caprichou na organização e na beleza do evento.

Entre os concluintes, estava meu filho Leopoldo José Macedo de Alencar, modéstia à parte, um brilhante aluno do curso, como aliás mostrei, quando da solenidade de colação de grau da referida turma.

A seguir, através de fotos, ecos da festa, reunindo formandos, familiares, professores e amigos.

          

1.Leopoldo e sua noiva Aline      2.Edivaldo/Thália-genro/filha e  3.Eu, minha esposa Ida e             4.Nádia, minha sogra Glória            5.Paulinho/Nádia-tios e Paulinha-prima     6.Concluintes

                                                                  Leopoldo e Aline                      minha  cunhada Nádia Freire         Macedo e a prima Sandra                                                           

  

                                                                                                                         

 

 

 



Escrito por Virgolino às 20h34
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Poesia

Tempos idos e vividos

 

José Virgolino de Alencar

 

Desprevenidos, entrando na terceira idade,

De repente nos damos conta do envelhecer,

Embora nos pareça que o momento do nascer

Foi ontem, que não dista tão elástica eternidade.

 

Vezeiramente, nos bate à mente a cruel realidade

E sentimos que muito tempo passou no decorrer

Da vida, da diuturna lida, do desejo de se fazer

Tudo, possível e impossível, mas a crua verdade

 

Mostra-nos, ao final, o pouco que realizamos,

Grosso é o volume de planos e sonhos que deixamos

Esquecidos, adiados, para o amanhã prometidos.

 

E quando se desperta na idade longeva, vetusta,

Um vago olhar no passado deprime e nos assusta;

Vão-se os tempos, tempos, agora, idos e vividos.

 

 



Escrito por Virgolino às 10h12
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Artigo

Publicado no Site: www.ancomarcio.com

José Virgolino de Alencar


Marcelo Tass - "Porque não sou petista"

Tomo a liberdade de usar o espaço cedido por Anco Márcio no seu Site, para transcrever o artigo de Marcelo Tass, um texto que contém as mais clarividentes verdades sobre o outrora Partido dos Trabalhadores, hoje um conjunto de soi-disant trabalhadores partidos,despedaçados, enrolados na contradição ideológica e, pior,na corrupção mais vergonhosa:

"Por não ser petista, sempre fui considerado "de direita" ou "tucano" pelos meus amigos do falecido Partido dos Trabalhadores.

Vejam, nunca fui "contra" o PT. Antes dessa fase arrogante mercadântica-genoínica, tinha respeito pelo partido e até cheguei a votar nos "cumpanheiro". A produtora de televisão que ajudei a fundar no início da década de 80, a Olhar Eletrônico, fez o primeiro programa de TV do PT. Do qual aliás, eu não participei.

Desde o início, sempre tive diferenças intransponíveis com o Partido dos Trabalhadores. Vou citar duas.

Primeira: nunca engoli o comportamento homossexual dos petistas. Explico: assim como os viados, os petistas olham para quem não é petista com desdém e falam: deixa pra lá, um dia você assume e vira um dos nossos.

Segunda: o nome do partido. Por que "dos Trabalhadores"? Nunca entendi. Qual a intenção? Quem é ou não é "trabalhador"? Se o PT defende os interesses "dos Trabalhadores", os demais partidos defendem o interesse de quem? Dos vagabundos?

E o pior, em sua maioria, os dirigentes e fundadores do PT nunca trabalharam. Pelo menos, quando eu os conheci, na década de 80, ninguém trabalhava. Como não eram eleitos para nada, o trabalho dos caras era ser "dirigentes do partido". Isso mesmo, basta conferir o currículum vitae deles.

Repare no choro do Zé Genuíno quando foi ejetado da presidência do partido. Depois de confessar seus pecadinhos, fez beicinho para a câmera e disse que no dia seguinte ia ter que descobrir quem era ele. Ia ter "que sobreviver" sem o partido. Isso é: procurar emprego. São palavras dele, não minhas.

Lula é outro que se perdeu por não pegar no batente por mais de 20, talvez 30 anos... Digam-me, qual foi a última vez, antes de virar presidente, que Luis Ignácio teve rotina de trabalhador? Só quando metalúrgico em São Bernardo. Num breve mandato de deputado, ele fugiu da raia. E voltou pro salarinho de dirigente de partido. Pra rotina mole de atirar pedra em vidraça.

Meus amigos petistas espumavam quando eu apontava esse pequeno detalhe no curriculum vitae do Lula. O herói-mor do Partido dos Trabalhadores não trabalhava!!!

Peço muita calma nessa hora. Sem nenhum revanchismo, analisem a enrascada em que nosso presidente se meteu e me respondam. Isso não é sintoma de quem estava há muito tempo sem malhar, acordar cedo e ir para o trabalho. Ou mesmo sem formar equipes e administrar os rumos de um pequeno negócio, como uma padaria ou de um mísero botequim?

Para mim, os vastos anos de férias na oposição, movidos a cachaça e conversa mole são a causa da presente crise. E não o cuecão cheio de dólares ou o Marcos Valério. A preguiça histórica é o que justifica o surto psicótico em que vive nosso presidente e seu partido. É o que justifica essa ilusão em Paris...misturando champanhe com churrasco ao lado do presidente da França...outro que tá mais enrolado que espaguete.

Eu não torço pelo pior. Apesar de tudo, respeito e até apoio o esforço do Lula para passar isso tudo a limpo. Mesmo, de verdade.

Mas pelamordedeus, não me venham com essa história de que todo mundo é bandido, todo mundo rouba, todo mundo sonega, todo mundo tem caixa 2...

Vocês, do PT, foram escolhidos justamente porque um dia conseguiram convencer a maioria da população (eu sempre estive fora desse transe) de que vocês eram diferentes. Não me venham agora querer recomeçar o filme do início jogando todos na lama. Eu trabalho desde os 15 anos. Nunca carreguei dinheiro em mala. Nunca fui amigo dessa gente.

Pra terminar uma sugestão para tirar o PT da crise. Juntem todos os "dirigentes", "conselheiros", "tesoureiros", "intelectuais" e demais cargos de palpiteiros da realidade numa grande plenária. Juntos, todos, tomem um banho gelado, olhem-se no espelho, comprem o jornal, peguem os classificados e vão procurar um emprego para sentir a realidade brasileira.

Vai lhes fazer muito bem. E quem sabe depois de alguns anos pegando no batente, vocês possam finalmente, fundar de verdade um partido de trabalhadores."




Escrito por Virgolino às 09h45
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Poesia

 

 

Solidão da madrugada

 

José Virgolino de Alencar

 

A madrugada silente é porto de solidão;

A insônia atormenta, é indesejável companhia,

Arde no peito uma angústia, fenece a alegria,

O único ruído é o da batida forte do coração.

 

O pensamento voa, buscando, na escuridão

Da noite, erma, interminável, brisa fria,

Algo que faça olvidar aquela mortal agonia

Criada por quem foi alvo de aloucada paixão.

 

O Sol que ansioso espero ver no horizonte

Parece estar no infinito, e uma eternidade

É o tempo para vê-lo surgir atrás do monte.

 

O Sol chega, luminosos raios, bela claridade,

Mas a angústia não sai, e não permite a saudade

Erguer, do coração à felicidade, uma reparadora ponte.

 

 



Escrito por Virgolino às 11h47
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Poesia

Os encantos do Sol

José Virgolino de Alencar

 

Lá vai o Sol deslizando, sumindo no poente,

Deixando para a gente a noite, a escuridão,

Escapando com leveza, com ar de lassidão,

Fugindo do negrume, suave, discretamente.

 

Iluminando novas paragens, em outro continente,

O astro-rei não perde o fascínio e a atração

Causados onde quer que chegue, a emoção

Com que é visto pelo deslumbrado assistente.

 

Posando, garbosamente, para deleite dos artistas,

O Sol dá um até logo e promete retornar

Amanhã cedo, belo, raios em cores mistas.

 

Para o ocidente corre a noite e surge, no horizonte,

O Sol imponente, sobrepondo o mais alto monte,

Elevando-se ao céu, encantando nossas vistas. 

 



Escrito por Virgolino às 12h34
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Poesia

O autor e a esposa Ida Alencar, no Reveillon/2009

Ano velho, ano novo

 

José Virgolino de Alencar

 

Mais um ano(velho) ficou para trás,

Mais um ano(novo) surge à nossa frente;

Um é passado, o outro é presente,

Porém do passado não se esquece jamais.

 

Lembramos que o ontem fica atrás

Do hoje, e este remexe nossa mente

Pelo que se fez(ou não), e planta na gente

Lamento do que não se pôde fazer mais.

 

No hoje, não perdemos a fé e a esperança

De que, ao passar a ser dia de ontem,

Deixe, para o dia de amanhã, só grata lembrança.

 

Na sucessividade dos tempos, é certo, vem

Um novo ano após o velho passar, e faz bem

À nossa diária, incessante e incansável andança.

 



Escrito por Virgolino às 11h55
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Crônica

Reflexão sobre o Natal

Permito-me fazer breve reflexão sobre esta data, o Natal, e sobre este festivo momento na vida de todos nós.

Natal, nascimento, lembra-nos a infância, a fase de criança, esse período fundamentalmente básico da vida. O Natal é festa para toda a humanidade, como é festa especial para as crianças.

Qual a criança que não passa o ano ansiosa para que chegue o Natal e com ele o Papai Noel com os brinquedos, uma fantasia que não faz mal nenhum alimentá-la.

Mas deve fazer a gente refletir sobre a triste realidade de que nem todas as crianças são iguais. As diferenças são imensas e profundas.

Há uma criança que ri, enquanto muitas choram; há uma criança que ganha brinquedos, enquanto muitas nada recebem; há uma criança que tem farta ceia de Natal, enquanto muitas não tem sequer um pão; há uma criança que tem leito para dormir, enquanto muitas dormem ao relento; há uma criança recebendo beijos dos pais, enquanto muitas desconhecem seus pais.

Não quero com isso gerar crise de consciência e tornar amarga a festa de ninguém.

Não é isso.

Ao mostrar essa realidade que, em face da desigualdade, não atinge a todos, a minha intenção é que, aqueles que não são afetados por essa triste realidade, agradeçam a Deus, o Deus de cada um, o Deus de cada crença, porque podem ver sus crianças: sorrir, ganhar brinquedos, cear bem, dormir em seu leito, recebendo seus beijos.

Por isso, devemos pedir ao mesmo Deus que dê a todas as crianças o direito de: sorrir, ganhar brinquedos, cear bem, ter leito para dormir e pais para beijá-los.

Ai o Natal será realmente festa de todos.

Que o espírito natalino, que nos toca e nos emociona, ilumine cada um e a todos nós e nos faça refletir, entre muitos outros problemas da humanidade, sobre este que no Natal é motivo de atenção especial:

Lembrar das crianças, tentando levar a elas: sorriso, brinquedos, boa ceia, leito para dormir e carinhos paternais. 

 



Escrito por Virgolino às 22h15
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Poesias

 José Virgolino de Alencar

Àquela Noite

José Virgolino de Alencar

Àquela noite, fria madrugada,

eu senti essa triste sensação

que sente a pessoa abandonada

no sereno, curtindo a solidão.

 

Àquela noite, sentado na calçada

de uma via coberta pela escuridão,

noite esquisita, mal-assombrada,

só, na erma rua, perto, nenhum cristão.

 

Gritei na noite escura, desesperado,

por um vivente que me desse ouvido,

meu eco perdeu-se no ar, abafado

 

Pela indiferença do mundo egoísta

que se tranca, não ouve e nem avista

que ali perto há um ser por Deus criado.

 
Sonefonia inacabada

José Virgolino de Alencar

O soneto da minha vida (já tão longeva)

Que, há muito, pensei criar e dedicar-te,

Com sabor da mais bela e pura arte,

Nunca sai, e o que sai o vento leva.

 

Tenho o sentimento que a mente ceva,

O coração pulsa, inspira, faz sua parte,

A paixão acosta-se e pede um aparte

Para resgatar-me dessa tumular treva

 

Que bloqueia e não me deixa trazer à luz

O soneto que, para ti, como uma sinfonia,

Quis compor e cantar o amor que me seduz.

 

Porém, algo misterioso(todo santo dia)

Trava o meu canto, me joga no desalento

E afoga-me(frustrado) no eterno sofrimento.

 
 

Indo à praia

José Virgolino de Alencar

Hoje eu vou à praia. Quero sentir

O ar puro, límpido, que vem do mar,

A brisa fresca e confortante, a cantar

Sonoras melodias que fazem bem ouvir.

 

As vagas, em seu bailado, parecem vir

De um teatro, de um show espetacular

Onde os protagonistas são as águas a rolar;

A nós, espectadores, só nos resta aplaudir.

 

A areia se move ao sabor dos ventos,

Como se move nosso destino ao sabor

Caprichoso de nossos vagantes pensamentos.

 

Da praia contemplo o mágico e encantador

Horizonte, percebendo, no ver dos sentimentos,

Que a brisa arejante é a cura para uma dor.

De meu chão para a glória

José Virgolino de Alencar

Telúrico, não esqueço a terra onde nasci,

Ainda que, há longo tempo, lá não voltei,

No coração, ditado pela saudade, desenhei

O mapa afetivo do chão em que (por pouco) vivi.

 

No lapso de tempo lá vivido, (de bom) muito vi:

-Uma infância feliz, alegrias e prazeres gozei;

Sólida base, para a vida, de minha terra ganhei,

Láurea que trouxe para onde vim, lutei e venci.

 

Na cidade grande abri caminhos e portas,

Nas lutas que travei rompi as comportas

Onde entrei, obtendo louros, honras e glórias.

 

Velejando em mares bravios, desafiadores,

Com ondas revoltas, ventos ameaçadores,

Transpassei tudo, firme cheguei ao porto das vitórias.

 

 

 

 



Escrito por Virgolino às 18h13
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