BLOG NETPAGE-VIRGOLINO DE ALENCAR


ATENÇÃO! Fim deste Blog

ATENÇÃO PARA A INFORMAÇÃO A SEGUIR:

Por ter, segundo o UOL, esgotado o número de megabyes que permitiam a postagem de matérias, este Blog está encerrado.

Contudo, há novo Blog, sob o título 'BLOG BRASIL - VIRGOLINO DE ALENCAR' Endereço: http://josevirgulinoalencar.blog.uol.com.br

Lá estará a continuidade de minha participação na rede da Internet, conectado ao mundo virtual, mas tratando das coisas reais.

Quem abrir aqui acesse lá.

Virgolino

 



Escrito por Virgolino às 10h18
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Início do Blog NETPAGE

No dia 28 de setembro de 2005, dei início à operação do blog pessoal(BLOG NETPAGE - VIRGOLINO ALENCAR), entrando na fascinante rede da Internet.

Então noviço em informática(Era datilógrafo há 50 anos e resistia aderir ao computador), resolvi abraçar a nova ferramenta de comunicação, o que considero um dos importantes passos da minha vida, ainda mais depois de aposentado.

A rede me liga ao mundo, passei a colaborar com o Blog Ponto de Cem Réis, do Jornalista Agnaldo Almeida, com o Site Ancomárcio.com, participei do Portal Mhário Lincoln do Brasil, do Paraná, sou colaborar permanente do Blog da Maria Helena, da Globo.com e dos Blogs do Pedro Marinho e de Hugo Caldas(Unlimited).

Meus textos são reproduzidos em muitas páginas da rede espalhadas pelo Brasil e América do Sul.

Enfim, a Internet me faz ficar ligado no mundo em tempo real, tendo hoje um largo círculo de amigos virtuais, entre jornalistas, escritores, poetas e leitores que gostam de participar da rede.

Abaixo, reproduzo as primeiras matérias postadas no Blog, ainda experimentalmente, quando começava a lidar com a comunicação virtual e a própria operação da máquina que antes me assustava.

Abraços

Virgolino

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Pensamento de André Gide

"Todas as coisas já foram ditas, mas como ninguém escuta é preciso recomeçar".

Escrito por Escrito por Virgolino às 16h35
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Dinheiro na Cueca

Já vi muita coisa estranha/homem sem pinto, mulher careca/cavalo com chifre na testa/macaco jogando peteca/mas jamais tinha visto/guardar dinheiro na cueca.



Escrito por Escrito por Virgolino às 08h05
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Escrito por Virgolino às 10h10
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Studio Aaron Damasceno

Surge em João Pessoa um novo Studio dedicado aos cuidados com a saúde, com a prevenção de doenças e com a oferta de melhores condições de vida e mais longevidade para o viver, com sistemas alimentares que visam assegurar energia ao organismo, sem os chamados regimes à base de remédios para emagrecimento. É um novo paradigma em assistência à saúde.

No Studio Aaron Damasceno, recém criado, são eleitos quatro itens importantes para a prevenção de doenças: 1) Pilates; 2) Tratamento Funcional; 3) Tratamento Estético; 4) Nutrição

Com profissionais jovens e suas modernas experiências de formação acadêmico-científicas, o Studio Aaron Damasceno vem como alternativa para um bom caminho dos que desejam, no âmbito do viver sadio, prevenir a remediar.

Abaixo, o folder informativo da nova casa para cuidar da saúde da população.

José Virgolino de Alencar



Escrito por Virgolino às 10h46
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Artigo

Artigo publicado no Blog da Maria Helena - O Globo.Globo.com, com um oportuno comentário da própria MH, editora do Blog.

Foi mais um capítulo na zorra em que se transformou o setor de transportes do país, galinheiro entregue ao Partido da Raposa, que só deixará lama sobre lama.

Virgolino

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Enviado por José Virgolino de Alencar -

Isto não é ficção!

Rodovia BR-101 – Duplicando problemas

Desde 2006, com previsão inicial para ser inaugurada no final de 2008, arrasta-se a duplicação da BR-101, no trecho Recife -João Pessoa – Natal. Entramos no segundo semestre de 2011 e as obras, até agora, com um atraso injustificável, só duplicaram os problemas da velha rodovia com pista única e apenas um faixa em cada mão. É mais um capítulo da novela da corrupção e da temerosa gestão dos transportes e sua infraestrutura obsoleta, caduca e em plena desmontagem.

No domingo, dia 17/07, fomos vítimas, eu e minha esposa, do cenário de irresponsabilidade alojada no Ministério dos Transportes e no seu carro-chefe que constrói e administra as estradas federais - o DNIT. Viajando de João Pessoa a Recife, para levar ao Aeroporto dos Guararapes uma cunhada que embarcaria para Petrolina, deparamo-nos com problemas que elasteceram o tempo normal do percurso, fazendo com que ela perdesse o voo. E na volta, enfrentamos mais problemas.

No primeiro atropelo,as águas invadiram a pista da nossa mão de direção, obrigando-nos, mesmo sem qualquer aviso ou controle de fiscalização, a entrar na pista contrária, rodar um tempão na contra-mão e somente no final do desvio encontramos a Polícia Rodoviária Federal orientando para retomar a mão de direção, o que significa que eles sabiam do empecilho lá atrás, mas postaram-se no ponto de gargalo, não reclamaram de ninguém e encararam como se tudo estivesse normal.

Ao entrar em Recife, na velha BR-101 já duplicada há muito tempo, mas gasta de modo a travar o trânsito,eis que surge outro problema. Fomos avisados que, à frente, a estrada estava invadida pela água e não se poderia passar.

Voltamos para pegar o acesso por Paulista e Olinda, atravessar Recife de norte a sul, indo por Boa Viagem e finalmente chegando ao aeroporto atrasado e com o voo fechado, embora faltassem 25 minutos para a decolagem. A companhia não aceitou as justificativas, minha cunhada perdeu a passagem e foi obrigada a comprar outra para embarcar tempo depois.

Na volta a João Pessoa, novo e mais grave problema. Nas proximidades de Goiana, entramos num congestionamento longo para o local e para a hora (domingo à tarde só viaja no percurso Recife-João Pessoa ou João Pessoa-Recife quem tem importante negócio). Contudo, atribuímos o problema à duplicação, vendo os carros fluírem parecendo normal, como observando os que vinham em sentido contrário, o que nos fez pensar que a vagarosidade era apenas resultado da chuvarada que caíra. Na realidade, eram os veículos voltando porque não podiam ultrapassar Goiana, onde as águas cobriram uma ponte, como levaram parte da placa do asfalto da nova pista.

Embora a confusão já perdurasse por muitas horas, não tinha Polícia Rodoviária Federal, não tinha defesa civil, a polícia de Goiana, tão próxima, não se fez presente e os motoristas, tontos, sem opções e orientações, rodavam pra lá e pra cá, indo e voltando em busca de saída.

Depois de horas de indecisão, resolvemos mais uma vez entrar pela contramão tentando encontrar um desvio pela cidade de Itambé, pernambucana geminada com a cidade paraibana de Pedras de Fogo (a divisa entre os Estados e o limite dos municípios ficam exatamente no meio de uma rua, de um lado Pernambuco, do outro, Paraíba.

Conseguimos alcançar o desvio e nos dirigimos para Itambé/Pedras de Fogo. Bem à frente, uma patrulha da Polícia pernambucana avisou que, naquela estrada, uma ponte havia caído e não tinha acesso a Itambé. Fomos orientados a voltar, entrar mais a sul de Pernambuco, ir ao município de Condado e de lá retomar o acesso à via para Itambé. Foi o que fizemos.

Por uma estradinha estreita, esburacada, maltratada, chovendo muito, não tendo na rodovia, embora fosse uma PE, nenhuma sinalização, de quilometragem, de indicação de sentido, dos perigos, como não havia, num trecho de quase trinta quilômetros, nenhuma casa, nenhum posto, sequer esses vendedores de beira de estrada. Era o deserto total. É a chamada Zona da Mata de Pernambuco, onde a mata não é conservada, é abandonada.

Finalmente chegamos a Itambé/Pedrasde Fogo e, embora não conhecêssemos a área, sabíamos que, ao sair daquela cidade em direção ao Norte, estaríamos seguindo com destino à Paraíba. E aí foram mais trinta quilômetros de buracos, de deserto, de trecho ermo, com muita chuva, num triste percurso a partir de uma cidade que é boa geradora de receita para o Estado, mas que não recebe o devido retorno.

Assim, alongando o percurso em 60 km, retomamos a BR-101, a 40 km de João Pessoa, na pista duplicada, mas mal-sinalizada, sem qualquer iluminação, embora tenha postes e lâmpadas ao longo do trecho que se considera a entrada da capital paraibana.

Os problemas enfrentados não foram uma circunstância de azar pessoal. Foram centenas de pessoas vitimadas pela incúria de gestores irresponsáveis, motoristas desorientados que, com certeza, perderam compromissos importantes.

Não é também um caso isolado. Está bem situado no contexto da irresponsabilidade predominante no setor de transportes do país, sob o comando de uma máfia, de sanguessugas dos recursos do tesouro e a população, contribuinte dos impostos, que se lixe e se vire para enfrentar as tragédias.

O episódio me faz concluir que o país está entregue às baratas. E são baratonas anabolizadas, musculosas, alimentadas com o dinheiro público, o meu, o seu, o nosso.

 

José Virgolino de Alencar

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Obs- penso que a cunhada do Dr. Virgolino deveria receber uma indenização do DNIT! Ou melhor, da cúpula que até agora abocanhava o dinheiro mas não nos dava nada em troca... Dinheiro do bolsinho deles. Se os afastados dos Transportes fossem responsabilizados pessoalmente, os nomeados a partir de agora não repetiriam os mesmos erros... No bolso, dói! MH

 



Escrito por Virgolino às 10h36
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Poema/Paródia

A partir do poema de Basílio da Gama("Ao Marquês de Pombal"), fiz o soneto/paródia abaixo, em "homenagem" aos Petralhas, grupo que no poder nacional cuida bem de patranhas e afanação.

Aos Petralhas

 

Brasílio da Lama(+)

 

 

Não temas, não, lulada, que o povo justo

De teus desserviços jamais esquecido,

Pelos gritos de revolta enfurecido

Arranque daqui teu horrendo busto.

 

Tua triste figura nos causa susto,

Serás estátua de bronze derretido;

Em lama, sim, será insculpido

Teu nome que deu, a nosso país, alto custo.

 

Brasília impaciente, o povo irado,

Vem tolerando há muito essa incultura,

Num sistema corrompido, empropinado.

 

A troupe deslumbrada acha-se segura,

O caixa provido, o dinheiro bem guardado:

Eis aqui, dos petralhas, a cópia pura.

 

 

(+)Heterônimo de José Virgolino de Alencar

 

 



Escrito por Virgolino às 11h56
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Artigo

Artigo publicado em 19/07/2007, quando ocorreu o acidente com o voo 3054 da TAM, em Congonhas.

Com a proximidade da Copa e o persistente apagão aéreo, com os aeroportos incapacitados para receber o público de hoje, muito menos o que virá em 2014, o assunto está em pauta, porque um problema de décadas não poderá ser solucionado em apenas 3 anos.


Não vamos ter solução. Teremos meia-sola, com todas as consequências nada agradáveis que virão.

Vale a pena ler de novo.

José Virgolino de Alencar

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DO: BLOG DA MARIA HELENA - O GLOBO.GLOBO.COM

Enviado por José Virgolino de Alencar -
Olhem o que achei lá na gaveta


Vôo 3054 - um acidente anunciado

 

O acidente do voo 3054, da TAM, é resultado da convergência de muitos fatores, entre os quais destacam-se o apagão aéreo e a trágica situação do Brasil, pilotado por um comandante que voa num buraco negro, sem saber que botão apertar, portanto, sem rumo ou rumo a um grande desastre.

Além da corrupção que causa verdadeira infecção generalizada no organismo nacional, contribui para o caos a subserviência do Governo ao capital financeiro, nacional e internacional, que exige, a todo custo, o “superávit primário” nas contas públicas e para isso são desviados os recursos da educação, da saúde, da previdência, da segurança e da infraestrutura viária, portuária, ferroviária, hidroviária, aeroviária, bem como da folha de salários dos servidores públicos.
A máquina pública virou aquela placa de mel que as abelhas constroem e o formigueiro da corrupção vem, se lambuza, e come tudo, enquanto a população fica chupando o dedo. A bandalheira atingiu dimensão tal que vulgarizou-se, está se transformando em fato comum, normal, ameaçando de ser coisa generalizadamente aceita pela inércia, que provoca a apatia, a indiferença, fazendo a festa dos quadrilheiros.
A cara-de-pau, a sem-cerimônia, a sem-vergonhice e o faz-de-conta que se é sério levam os meliantes a exibirem sorrisos e sarcasmos diante das câmeras de TV, confiados na impunidade, a novíssima figura jurídica tornada jurisprudência pelos neo-donos do Poder.
Mais de 200 brasileiros morreram pela criminosa omissão do Governo quanto ao destino do setor aéreo e de seus usuários. Foi uma tragédia anunciada, porque não faltou aviso de que aquela pista de Congonhas não oferecia condições para funcionamento. Aliás, é o próprio aeroporto que não tem mais condições de funcionar no local onde fica, densamente habitado, sendo o aeroporto mais movimentado da América Latina, operando com 50% acima de sua capacidade. É uma bomba no centro da capital paulista.
Não deram atenção aos avisos e deu no que deu, e é de se esperar mais tristes ocorrências, pela leniência, ineficiência, conveniência e indiferença do comando da nação, comando este que flutua nas benesses do Poder, cego ao mundo em sua volta.
Vôos 1907 e 3054, duas histórias para os macabros anais da aviação brasileira, ligadas pelo elo da irresponsabilidade e da incompetência, caos aprofundado pela escavação dos dutos da propina e da rapinagem dos cofres públicos.
Para as almas ceifadas no vôo 3054: Requiescat in pace, nos braços do Senhor.
Mas, a vontade era desejar: Requiescat in profundis, para os responsáveis pela tragédia.

José Virgolino de Alencar em 19/07/2007



Escrito por Virgolino às 10h56
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Poema

JVA

Mulher: a mais bela obra de arte

 

Mulher, nada me será óbice para contemplar-te,

Todo meu sentimento de amor quero entregar-te,

Meu coração guardo inteiro para presentear-te,

Meu colo é ninho para, em aconchego, abrigar-te.

 

Minha mão treme, nervosa, de emoção ao tocar-te,

Minh’alma enche de alegria incontida ao beijar-te,

Minha mente redemoinha ao simplesmente olhar-te,

O desejo, convulsivamente, explode ao abraçar-te.

 

Obrigo-me ao dever de fiel amor dedicar-te,

Ver-te linda e sempre, fascinado, admirar-te,

Diante de tua santa imagem, genuflexo, adorar-te.

 

Em tudo e por tudo(e por nada), jamais maltratar-te;

Nada levar-me-á ao atrevimento de contrariar-te. 

Mulher: a ti reverencio - és a mais bela obra de arte.

 

José Virgolino de Alencar

 

 

 



Escrito por Virgolino às 10h22
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Artigo

Terceira idade, vida e saúde

 

Assumindo a condição de membro da terceira idade, aos quase 70 anos de vida, recuso-me, contudo, a entrar no bloco dos “velhos”, aposentados, inativos, que mourejam reclusos dentro de casa, trajando um surrado pijama com uma perna maior do que outra, calçando sandálias de tira entre os dedos em tamanho maior do que os pés, arrastando-se, engomando o chão, sem destino, mesmo no limitado espaço de sua habitação. E ao zanzar pela casa, em busca do nada, depara-se com a mulher de vassoura na mão, ameaçando: “o que é velho, hoje vai para o lixo”.

 

Esse cenário bate na minha cabeça como um alerta para não me tornar um ator da comédia encenada no teatro da velhice doméstica. Para fugir disso, mantenho-me em atividade, ocupado, lendo, escrevendo, produzindo, tentando criar algo, ainda que a criação possa ser modesta, que seja suficiente para evitar sucumbir no anonimato, esquecido até pela própria família.

 

Em que pese o meu esforço em segurar de pé o corpo vulnerabilizado pela idade, não há como escapar do peso dos anos, do desgaste do organismo, dos achaques, fruto da inexorável deficiência na força física, sentindo dor aqui, dor ali, dor acolá, que de certo modo perturba o desempenho, principalmente em quem é irrequieto, não aceita ficar parado, deseja a todo custo estar em plena atividade, com a mente em movimentada ebulição.

 

Este é o meu caso. Contudo, tenho que conviver com o estigma do peso dos anos. Assim, há tempo venho enfrentando problemas decorrentes do desgaste físico e seus efeitos sobre a coluna vertebral, cujos diagnósticos, da tomografia computadorizada e da ressonância magnética, mostraram a conjunção de vários males nas diversas partes da chamada espinha dorsal, como escoliose, lordose, bicos de papagaio, calcificação e uma tendinite na região cervical, cujas dores parecem uma agulhada espetando o nervo, irradiando pelo ombro, pescoço e braço, quase que paralisando a metade direita do corpo.

 

Sob cuidados de um neurocirurgião, profissional competente e bem preparado em tratamento da coluna, os resultados não são melhores porque o médico é cientista, não é milagreiro. O meu problema ameaça extrapolar os limites da própria capacidade da medicina, que não pode reverter situações enraizadas na origem da criação e nos desígnios do Criador, arquiteto-mor do desenho do frágil corpo humano.

 

Após períodos de trégua e de alívio no sofrimento, eis que ressurgem as dores na coluna, dores fortes, agudas, capazes de jogar a gente no clima de baixo astral, de desânimo, de inapetência, de inércia enfim. Apesar disso, resisto em não arriar na cama, onde as dores são amenizadas e toleradas, mas que oferece apenas a monótona rotina de ficar assistindo vídeos, curtindo a duvidosa qualidade da mídia televisiva.

 

Aos trancos e barrancos procuro ficar de pé, fazendo o que posso e o que sei. Com o braço direito sempre ameaçado, a dificuldade de digitar no teclado do computador é grande, diminuindo sobremodo a produção, além de tornar dificultoso o contato com o mundo via internet, deixando a sensação de que estou fora do universo, das informações em tempo real, como das agradáveis discussões em torno de idéias, de pensamentos e de pontos de vista, em cujo contraditório a gente aprende e muito.

 

Essa exclusão é para mim incômoda e me assusta, se a conseqüência for o afastamento definitivo da fascinante ferramenta da moderna tecnologia, que me dá sangue e nutriente mental, alongando a existência, oferecendo-me melhor qualidade de vida para enfrentar as vicissitudes do pesado fardo que os anos vão assoreando sobre o corpo no transcorrer da caminhada rumo a outro plano, que todos os credos juram ser uma passagem “desta para melhor”.

 

Pode ser. Mas prefiro continuar, com dores e tudo, aqui neste lado da vida, apelando para que a senhora morte demore a bater em minha porta com seu inconvincente consolo de que me levará para a corte celestial, onde estará a verdadeira e sadia alegria, sem dor, sem choro, sem lamúrias.

 

Será assim? Por enquanto renuncio à oferta, sugerindo que vá bater em outra porta, ofereça tais benesses a quem se disponha a aceitá-las e esqueça de mim e de meus pecados.

 

Deus, por enquanto(tenho fé), está me perdoando.

 

José Virgolino de Alencar

 

 



Escrito por Virgolino às 10h04
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Poema

JVA

 Meu verso mal-versado

                 

 José Virgolino de Alencar

 

Não faço poesia, não faço epopéia,

Muito menos, prosopopéia;

Faço verso, com métrica e rima,

Depois de feito, olho o efeito,

Tiro o defeito, passando a lima;

Caminhando em sua trilha,

Meio acanhado, meio sem jeito,

Mesmo assim, com fosca luz, ele brilha.

Que maravilha!

 

Não há, no meu verso, “erosdição”,

Mas não é recatado, é sem-vergonha,

Gosta de ser livre, diz palavrão,

Fere o ouvido da erudição,

É, para o requintado, coisa medonha.

E vai em frente, ousadamente,

Quem se lhe opor atrevidamente,

Meu verso desafia, tenho dito.

Que bonito!

 

Meu verso não é modernista,

Não é cubista e nem é Dadá,

É meio quadrado, mas não gagá;

Está mais para cordelista,

Sonho do simplório artista,

Artesão do versinho popular.

Meu verso conforma-se na bitola

Onde a palavra livre deita e rola;

Ah...tristeza...ele não pode ser Quintana.

Que sacana!

 

Não exijam do meu verso

Que alcance o cósmico universo,

Deixem ele quieto a meditar,

Curtindo a doce liberdade,

Cantando a dor e a saudade,

O amor que foi e não mais virá.

Se rima não é conta matemática,

Desde que se respeite a gramática,

Por que proibir do verso essa viagem?

Que bobagem!

 

 

 



Escrito por Virgolino às 22h14
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Corneologismos

JVA

Para quem é aposentado e tem pouco a fazer, nada melhor do que ficar pensando e criando abobrinhas, que de certo modo desopila e preenche o tempo ocioso.

Foi o que fiz, com a formação desses neologismos em homenagem aos que têm a testa enfeitada, e não é de flores.

Curtam ou esculachem, concordem ou não, contanto que leiam.

José Virgolino de Alencar

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Corneologismos
  • Corneata - Carreata de cornos
Cornificina - Carnificina de cornos
Cornoruja – Corno coruja do filho que não é dele
Cornoviço – Noviço como corno
Cornocivo – Corno e nocivo
Cornotável – Notável, mas corno
Cornômade – Corno nômade
Cornômano – Viciado em ser corno
Cornômetro – Medida de corno
Cornomia – Economia ou governo de corno
Cornojento – Corno e nojento
Cornolândia – Terra de corno
Cornil – Lugar onde se abriga cornos
Cornobre – Corno nobre, sangue azul
Cornoitada – Noitada de cornos
Cornoivo – Noivo e já corno
Cornomancia – Leitura de testa de corno
Cornônimo – Corno anônimo
Cornonágono – Corno nove vezes
Cornosocômio – Hospital pra cornos
Cornofobia – Fobia a corno
Cornogenia – Nascido pra corno
Cornogênio – Corno, porém gênio
Cornalgia – Dor de corno
Cornotívago – Corno notívago
Cornóptero – Corno que voa
Cornovilho – Corno novo
Cornobívago – Corno que anda nas nuvens
Cornoberado – Corno endividado
Cornobeso – Corno obeso
Cornóbito – Morte de corno
Cornóbolo – Donativo de corno
Cornofilia – Preferência pessoal de ser corno
Cornopatia – Doença de corno
Cornotário – Corno e otário
Cornorreia - Diarreia de corno
  • José Virgolino de Alencar


Escrito por Virgolino às 11h05
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Poema

Passado, presente e futuro

 

O passado foi – ontem – tempo presente,

O presente – amanhã – será tempo passado,

O tempo que se foi será – sempre – lembrado

E como se fosse agora, tudo de novo se sente.

 

O futuro será – um dia – tempo presente

E logo será – sucessivamente - tempo passado,

Sendo igualmente tempo – sempre – lembrado;

Saudade, então, é tudo que a gente sente.

 

Passado e presente são - no fundo - a essência

Da vida; o futuro é a sucedânea sequência

Hermética que – inadvinhos – não decifraremos.

 

O passado correu e o presente corre, os dois rapidamente;

O futuro – muitas vezes – mira inexoravelmente

No alvo que – atingir de bom grado – não pretenderemos.

 

José Virgolino de Alencar

 

 

 



Escrito por Virgolino às 12h02
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DO: BLOG DA MARIA HELENA - O GLOBO.GLOBO.COM

José Virgolino de Alencar -

Entro aqui no Bloghetto, com a permissão de Maria Helena, para contar mais uma historinha de nosso folclórico interior nordestino. A história é situada em Campina Grande-PB, a rainha da Borborema, uma cidade de artesãos com vocação para artistas puros, pois lá, orgulham-se os campinenses, se fabricam réplicas de qualquer produto moderno da tecnologia mundial.

O fato que vou narrar, contado por um amigo campinense e colega de trabalho, ocorreu mesmo, ainda que enfeitemos a história para tornar a leitura mais atraente. É uma chicana típica dos advogados metidos a esperto, onde a esperteza, por ser demais, termina num espetaculoso imbróglio.

Pois bem. Um advogado defendia um réu que ele sabia culpado, com todas as provas circunstanciais contra seu cliente e não havia uma só testemunha de defesa. Para tentar salvar a causa, o advogado contratou um matutinho da roça, desses que se apresentam como entendedor de tudo, sempre conseguindo levar oponentes, ou espectadores de suas conversas, no papo.

O defensor viu ali a oportunidade de salvar o cliente, forjando um testemunho “ocular”, com detalhes que poriam por terra as provas e impressionaria os jurados. A causa seria ganha e o advogado colecionaria uma boa vitória ao seu currículo.

Oferecendo uma boa grana ao matuto, este se entusiasmou, prontificou-se a dar o testemunho, contudo, fazendo uma ponderação ao advogado, alegando que, ao estar de frente com o juiz, uma autoridade que intimidava o matuto, a coisa poderia dar errada. O advogado lhe convenceu que havia bastante tempo para treinamento e que fecharia todas as hipóteses contrárias ao seu depoimento.

Depois de muitas orientações, muito treinamento, ambos chegaram à conclusão de que não haveria possibilidade de desmentido e estavam prontos para encarar o magistrado e os jurados. Marcaram com o presidente do júri a realização do julgamento e marcharam confiantes para o fórum.

O matuto, no seu depoimento, contou o que “viu’, nos mínimos detalhes e na amplitude dos fatos, todo o ocorrido e pareceu comprovar e convencer que o réu não era o culpado pela acusação. O magistrado ficou impressionado com as minudências da testemunha e chegou até a elogiá-lo.

O depoente, certo que dera um show, reafirmou ao juiz que era homem de boa memória, que sua mente era um verdadeiro CD-Rom, gravando tudo como um computador. E acrescentou: “Olha, doutor juiz, apesar do longo tempo, eu me lembro bem da roupa que vestia, do sapato que usava, do relógio, dos enfeites que adornavam meu pescoço e dos anéis que então ostentava nos dedos”.

O magistrado, desconfiado de tanta memória, decidiu fazer um teste com o matuto, indagando:

“O senhor, com essa privilegiada memória, diga-me agora qual a cor da cueca que usa neste momento”.

O matuto, surpreendido com a pergunta do magistrado, abriu exageradamente os olhos, encheu-se de dedos na mão, suou frio e, virando-se para o esperto advogado, exclamou, já procurando um buraco para enfiar a cara desnorteada:

“Eu não disse doutor, que isso não daria certo!”

Moral da história: Quando a esperteza é muito grande, ela termina por engolir o esperto.

 



Escrito por Virgolino às 11h10
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Artigo/Drogas

Nota Introdutória: Escrevi o texto abaixo em maio de 2008, quando não havia o julgamento do STF. Expressando o respeito pela decisão da Alta Corte, peço respeito também ao meu livre direito de expressar minha opinião, que, para o caso, mantenho a mesma posição de 2008.

 

O Autor

 

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Drogas: a ilegalidade da marcha

Em 02/05/2008 às 00:00

José Virgolino de Alencar

Particular e sinceramente, eu não sei onde está a hipocrisia, de que tanto falam, no tratamento do caso das drogas. Se o sistema de repressão é ineficiente, acho que se deve lutar para eficientizá-lo e torná-lo eficaz no combate ao crime. A raiz do problema é o crime hediondo, com o qual a sociedade não pode contemporizar.

 

A "Marcha da Maconha", onde desfilarão usuários que são vítimas de um sistema, igualmente desfilarão os traficantes, seus laranjas, seus comparsas e quantos queiram fazer a apologia do crime.

 

O código penal é claro quanto a esse tipo de manifestação, que se define como apologia ao crime. Isso não é aceitável, é caso de polícia.

 

O debate, as discussões, têm que caminhar pelo lado técnico- científico, profissional-especializado, quanto à assistência extremamente necessária a ser oferecida a quem, induzido pelos criminosos, caiu no vício e na dependência da droga.

 

Não é coisa para passeata, para movimentos públicos, é coisa para fóruns apropriados, e tem bastante, tanto no Brasil, como no mundo inteiro, já que o problema é universal.

 

A maconha e seus derivados não podem ser comparados com outras distorções da vida que, embora não recomendáveis, não têm o poder destrutivo das drogas que viciam e transformam o dependente, literalmente, em monstro.

 

O processo de reversão, em pouquíssimos casos, é traumático, desgastante, assombroso, e só quem sentiu e conseguiu dar a virada na vida é que pode demonstrar o mundo negro que é ter um ente familiar metido nessa coisa.

 

A necessidade é de frear o sistema criminoso. O menor estímulo e liberdade que se dê, causará um prejuízo à sociedade de difícil retorno.

 

É uma torneira a ser fechada, apertada e não deixar sequer um pequeno vazamento de ar. Qualquer espirro da torneira, tal como na canalização d'água, só aumentará o preço e a conta a ser paga, no caso das drogas, pela sociedade.

 

A marcha tem que ser proibida, porque se enquadra perfeitamente nos impeditivos legais do normativo institucional brasileiro. Se é ilegal, à luz expressa da lei, é proibido e a desobediência deve ser punida. Não se pode afrouxar o combate em questão profundamente corrosiva para a vida da sociedade.

 

Combater o crime é obrigação, tal qual proteger e tratar as vítimas da tragédia.

 

Não há hipocrisia nesse caminho, que está em consonância com o que quer e precisa a sociedade: um mundo limpo dessa sujeira!

 

 



Escrito por Virgolino às 11h07
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Artigo/Reminiscência

DO FUNDO DO BAÚ

O artigo abaixo é o meu primeiro texto publicado em órgão de imprensa, representando o início de minha carreira de articulista/comentarista free-lancer ou bissexto.

O jornal é O Economista, da então Faculdade de Economia e Ciências Contábeis da UFPB, edição de abril de 1963.

Há um erro, no último parágrafo, na citação da frase de Austregésilo de Atayde: A frase certa é "caixa prego" e não "caixa de fósforo", como está no texto.

A matéria foi escaneada como "imagem" e não é possível alterar o texto, assim permanecerão outros erros por falta de revisão à época.

Vale como reminiscência de um tempo em que a gente era feliz e não sabia, para usar um lugar comum, mas verdadeiro.

José Virgolino de Alencar



Escrito por Virgolino às 18h35
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Artigo

DO: BLOG DA MARIA HELENA - O GLOBO.GLOBO.COM

Enviado por José Virgolino de Alencar -

Olhem o que eu achei lá na gaveta

 

A felicidade - seus ângulos e circunstâncias

A felicidade pode ser vista ou sentida sob diversos ângulos, circunstâncias ou perspectivas. Se estamos com saúde, fisicamente perfeitos, podemos sentir a sensação de felicidade. Sob o efeito do amor, podemos também ver e sentir a felicidade. O amor, a paixão não doentia, causa estado de felicidade.

Pelo lado do dinheiro, pode-se considerar que há felicidade, não pelo vil metal em si, mas pelo que ele pode proporcionar de bom, de agradável, inclusive porque o dinheiro pode permitir saúde, como pode proporcionar paz no amor. Embora ele não seja o móvel essencial da felicidade, a sua falta, convenhamos, torna difícil o usufruto do estado de felicidade. Mas não impossível, como veremos à frente.

A realização profissional, mesmo não rendendo somas financeiras, cria um cenário de felicidade ao se ver e se ter uma obra, seja artística, literária, profissional, reconhecida, aceita, elogiada, decantada.

São muitas as vertentes por onde podemos ver, sentir, observar e entender esse sentimento que faz alma e espírito vibrarem em euforia, até em êxtase, às vezes.

Mas, alcançar a essência da felicidade, encontrar a prova real de que um ser humano é ou está feliz, constitui-se num desafio tanto científico, medido em quantidades ou qualidades inteligíveis, como filosófico, onde o sentir está fora do alcance do ver, não é uma questão de ver para crer, mas simplesmente de crer a partir de observações que dêem base para a tese e para a definição de felicidade.

O que é, então, a felicidade, o que será e como será uma pessoa feliz?

A filosofia nos oferece pistas que constroem um processo de entendimento do que seja felicidade, um processo, para usar um jargão jurídico, robusto de provas, testemunhos, circunstâncias, ocorrências e episódios da vida de uma pessoa que se encaixam na definição de um estado de felicidade.

A explicação filosófica da felicidade é a explicação da própria filosofia. A filosofia só encontra sentido na busca dos caminhos que possam tornar a humanidade feliz – “o ofício da filosofia é serenar as tempestades da alma”, ensina Montaigne, filósofo francês, citado por Guto Lacaz, em reportagem sob o título “Felicidade”.

Também lembrado por Lacaz, o filósofo Boécio, rico, inteligente, poderoso em sua época, foi condenado à morte pelo imperador de então. Enquanto aguardava a execução, leu bastante, principalmente obras de filosofia, como forma de enfrentar o suplício. Mesmo nas precárias condições da prisão, Boécio escreveu “A Consolação da Filosofia” e na obra ensinou que “a felicidade pode entrar em toda parte se suportamos tudo sem queixas”.

Boécio mostra que a filosofia consola, ensina, inspira, podendo tornar a pessoa feliz até na adversidade. Boécio, permitam-me o infame trocadilho, não foi um mero beócio. Aprendeu na dor, dando um exemplo de reversão do cruel sofrimento, a vida numa prisão, em momentos de felicidade.

Aceitar os tropeços, entender que eles são inevitáveis, pode tornar a vida feliz ou menos infeliz. Segundo nos ensina o Professor Doutor Flamarion Tavares Leite, em sua obra “Manual de Filosofia Geral e Jurídica – Das Origens a Kant” (Editora Forense – 2006), é o que assegura Zenão, o de Citio, ou Chipre, filósofo fundador da escola estóica, defendendo que o ser humano abandone as paixões terrenas e as desilusões, sem alimentar falsas esperanças, conformando-se com a vida de acordo consigo mesmo ou com a natureza.

Para Zenão, viver de acordo com a natureza significa viver de acordo com a razão, logo, não há motivo para sofrimento pelas intempéries naturais, e, em não havendo motivo para sofrer, sobrava motivo para ser feliz.

Outro conceito de felicidade está no pensamento de Horácio, seguidor da filosofia epicurista, erroneamente traduzida como defensora da vida frívola, quando na verdade Epicuro buscava controlar as ambições e os desejos, em prol de uma vida simples, onde estaria a felicidade.

Nessa linha, recomenda Horácio que se curta o dia de hoje, que se viva com o que se tem agora. De outra perspectiva, Virgilio defende que a felicidade está no hoje e no futuro e é dele a lição de que se deve pensar no amanhã, nas gerações pósteras.

Mas que seja sem ambições, sem renegar ou revelar inconformismo com o hoje, sentindo-se infeliz no momento, na ilusão de que o futuro virá mais sorridente, mais florido, trazendo a felicidade.

Tema complexo? Sim. Reflexivo? Sim. Contudo, a felicidade, pelo menos no sentido de bem-estar, independentemente de saúde completa, de paixão profunda e de riqueza imensa, pode ser sentida, segundo pode se ver consubstanciado na filosofia.

E para isso não se faz necessário que sejamos filósofos. Basta pensar, refletir, ponderar e curtir, cada um, o seu ser e o seu ter. E não ter medo de ser feliz.

 

 



Escrito por Virgolino às 11h22
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