NETPAGE- J. VIRGOLINO ALENCAR


Artigo

Publicado no site: http://ancomarcio.com

José Virgolino de Alencar

ESTÁ NA HORA, BRASIL! 

 

Está na hora do Brasil e dos brasileiros conscientes, comprometidos com a ética, a moralidade, a defesa do patrimônio público, a justiça, que não têm rabo preso com cambadas de ladrões, aves de rapina, trambiqueiros, trampolineiros, que destroem e dsmoralizam uma nação estarrecida, pois bem, está na hora da reação cidadã, da mobilização social, de denunciar e esclarecer os fatos sem meias-palavras.

Sem rodeios, deve-se afirmar com convicção que o sr. Luis Inácio da Silva, vulgo Lula das Patranhas, chefia uma quadrilha, comanda um crime político organizado, é uma organização no estilo alcaponeano que pode retroceder o país aos anos 30, quando a Cosa Nostra se juntou à Máfia americana e quase destruiu os Estados Unidos da América.

A Itália passou por processo idêntico ao do Brtasil, mas a nação se mobilizou, sem baderna, pressionou, apareceu um juiz com coragem e, se não livrou, amenizou a força da Máfia Siciliana, botou as famiglias na cadeia, reduziu a influência das organizações criminosas sobre a política, sua infiltração no parlamento e nas instituições nacionais

Hoje a Itália é uma nação desenvolvida, primeiro mundo, integrante da cúpula econômica mundial, em que pese a existência de figuras como Sílvio Berlusconi, o "Maluf Peninsular", que também lidera um séquito de bandidagem.

A democrcia italiana, solidificada, resiste aos focos de corrupção, uma praga pandemônica mundial que nenhum país está livre dela, mas a diferença com relação ao nosso Brasil é que lá tem punibilidade, tanto na justiça, quanto nas urnas. O sr. Berlusconi já foi chutado do poder, retornou com a força do capital que tem, mas está sob fogo cerrado da opinião pública e da imprensa e logo, logo, sua casa cairá.

Está na hora do Brasil seguir estes exemplos e deixar de olhar para a mediocridade de Cuba, Bolívia, Venezuela, Líbia, Coreia do Norte, Irã e muitos outros maus exemplos de países que só colocam o mundo e as democracias em risco.

Para isso, não é necessário ajoelhar-se diante do sistema econômico neoliberal, entregar o patrimônio nacional aos operadores de mercado das forças globalizadas e unidas para explorarem as riquezas de países que têm as potencialidades do Brasil, mas que contam com elites políticas corruptas, sujas, senvergonhas, que se associam fáceis, como concubinas manteúdas, diante das 30 moedas oferecidas pelos gringos.

O Brasil é hoje um país prostituído políticamente, dominado por figuras nitidamente obscenas como Sarney, Renan, Mercadante, Romero Jucá, Collor, Maluf, Jader Barbalho, Ideli Salvatti, Almeida Lima, Geddel Vieira, Márcio Fortes, súcia chefiada por um cidadão sem qualquer compromisso com coisas sérias, com trabalho, com produção, com projetos nacionais, com perspectivas futuras.

Ele nem sabe o que é isso, mas vive curtindo o "carpe diem", a filosofia epicurista, alienado da realidade, embevecido com as delícias dos palácios.

Limita-se a zanzar pelo mundo, espalhando e dizendo bobagens, sendo o bobo da própria corte, o palhação do circo mambembe que armou no Brasil e que o conduz no "Air-Nephel", deslumbrado com as mordomias do poder e com o aplauso de um séquito grotesco de vassalos e de um grupo pregado na máquina pública como carrapato, como cachorro agarrado no osso.

Não querem soltar nem a pau.

Tentam, inclusive, encobrir uma verdade: ele, o chefão, não pode armar o circo em praças públicas brasileiras, em ambientes onde estejam reunidas as massas, porque teme e os seus marqueteiros o protegem, uma sonora vaia que levaria da opinião pública que não engole o engodo, a farsa, a cachorrada que impera no sistema de poder nacional.

Está na hora, Brasil. Se deixarmos passar, esqueceremos que o tempo, senhor da razão, faz a hora, não espera acontecer.



Escrito por Virgolino às 11h02
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Versos sacânicos

José  Virgolino de Alencar

Versos Sacânicos - II

Décimas do Brasil (i)legal

 

Os fatos estão, claramente, gravados em fita,

As imagens não permitem desmenti-los,

Os asseclas e cupinchas não podem suprimi-los,

Mesmo com ajuda de um criativo “artista”

Que é esperto em não deixar nenhuma pista.

A opinião pública pressente que no ar

Há muito lamaçal para se limpar,

Mas o sistema é potente na tramoia,

Quem é sujo, lógico, lhe apoia

E faz a sacanagem mandar e desmandar.

 

O Brasil está no manguezal se afogando,

É uma aeronave em vôo cego,

O manda-chuva diz que não será pego

E que podem continuar surrupiando,

Para banco da Suíça o dinheirão mandando.

Não há perigo de ver o sol quadrado,

Habeas corpus é direito consagrado

Pelos que são bem diplomados doutores

Em um país de estranhos julgadores,

Onde todo roubo é legalmente perdoado.

 

A constituição depende do ângulo de visão,

A elite diz que ela respeita os seus direitos,

Direitos exercidos com duvidosos jeitos,

Jeitos que encobrem a rapinagem do ladrão

E o massacre do poderoso e desumano patrão.

Para o trabalhador o direito é diferente,

Nesse sistema, trabalhador nem é gente,

Não pode reivindicar melhor remuneração,

É sacrilégio, indisciplina, é subversão,

Assim caminha o país, destrambelhadamente.

 

Liberdade, fraternidade e igualdade

São coisas aqui não encontradas,

Sumiram do mapa apavarodas

Com o festival brasuca de insanidade,

Corrupção, exclusão, desumanidade.

O país assiste a uma tremenda mentira,

O “dejá-vu” de todo político traíra

Nos enganando sobre a verdade da crise,

Mas isso não passa de um papo- reprise

Do que nos causa nojo e justificada ira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Virgolino às 13h58
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Versos sacânicos

José  Virgolino de  Alencar

Versos Sacânicos - I

Brasil bigodeado

O Brasil tá pendurado,

Se segura como pode,

É um tal de esconde-esconde,

Onde o corrupto se sacode

E encobre a safadeza

Por trás de um grosso bigode.

 

O bigode de Sarney,

Junto ao de Mercadante,

Faz o Brasil parecer

Com o inferno de Dante,

Nosso país está ardendo

Numa fogueira calcinante.

 

Bigodeando o país

O nosso grande chefão

Arma todo um aparato

Pra esconder da nação

Seu grandioso projeto:

“BRASIL – VIVA A CORRUPÇÃO”.

 

A vergonha agora jaz

Enterrada e não é

Somente a sete palmos;

Ela vai fundo e até

Quilômetros Terra a dentro

E só quem sabe é Javé.

 

Nem erupção vulcânica

Trará a vergonha à tona,

Nem bomba, nem implosão,

A safadeza detona,

Porque a sua blindagem

É por demais gigantona.

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Virgolino às 13h45
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Artigo

Publicado no Site: ancomarcio.com

José Virgolino de Alencar

INCOERENCITE DO PT - MAL DO SÉCULO XXI
 
Em 1990, Collor introduziu a agenda neoliberal, na esteira da globalização do mercado. O PT esbravejou, combateu, fuçou e terminou caçando Collor por ter recebido um automóvel Elba de presente.
 
Em 01 de julho de 1994, há 15 anos, portanto, FHC lançou o Plano Real. Novamente o PT esbravejou, combateu, fuçou, mas o tucano esperto conseguiu, via a ideia do mensalão, comprar a reeleição e dominar a cena por 8 anos.
 
Depois de quatro insistências, Lula e o PT finalmente chegaram ao poder.
 
Não tendo ideia nenhuma a apresentar, não tendo nada de novo para condução do país, o PT abraçou a agenda neoliberal de Collor, montou-se no cavalo selado do Real, aprendeu e aperfeiçoou o esquema do mensalão e assim vai se mantendo no governo já pelo sétimo ano, sem qualquer novidade em termos de projeto de nação, porém com muito novidade no capítulo da corrupção, refinada em alguns aspectos, apalhaçada e aloprada em muitos outros, e vem se segurando como pode, se equilibrando no fio que liga o nada à coisa nenhuma.
 
O episódio Sarney só aumentou o mal da incoerencite que acometeu o PT do século XXI, salpicando de lama a outrora brilhante estrela vermelha, hoje uma estrela cadente, esmaecida, amarelando-se no discurso que não consegue mais justificar-se convincentemente sobre seus procedimentos carregados da mais clarividente senvergonhice.
 
Lula virou irmão xifópago de Sarney, colado nele pelo mau destino da política, estando o Brasil necessitando que a sociedade faça uma cirurgia moral, a fim de separá-los e colocar cada um na gaiola que eles merecem, para sentirem o gostinho amargo de ver o sol quadrado.
 
Os fatos falam por si, o presidente também abre sua bocarra escandalosa para defender de público a safadeza, de modo que não dá mais para os lulistas insistirem numa irritante chorumela de atribuir, aos outros, os erros que Lula está copiando, seguindo e praticando.
 
Podem esgoelar-se na tentativa de enganar, mas o flagrante delito está caracterizado, faltando apenas o devido processo legal, com defesa e contraditório, um sagrado direito garantido até para os mais hediondos meliantes.
 
A justiça tarda, falha, mas chega.
 
A história não tem sido complacente com os farsantes, falsos mitos, com os messias fabricados em barro podre.
 
As farsas costumam diluir-se no ar, levadas pelos ventos que sopram para o éter e as transformam no que elas efetivamente representam: nada!
 
E os farsantes jazem soterrados na tumba do esquecimento, dormindo acolhidos nos braços do ente que para eles é o Supremo Ser Superior: Azazel!

   

 



Escrito por Virgolino às 23h02
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Crônica

Publicado no Site: http://ancomarcio.com

José Virgolino de Alencar

Chico Buarque, o tempo e a genialidade intelectual

 

Entre meus atrevimentos nesse fascinante campo da arte de escrever, cometi um poema(não é lá um primor, mas vale como ilustração do que quero aqui falar), intitulado “O tempo passa?”, onde desenvolvo a ideia, discutível ou não, não interessa, de que o tempo não passa, nós é que passamos. O homem, numa sucessividade de bilhões ou mais de anos, nasce, cresce, envelhece e desaparece. Enquanto isso, o Sol permanece lá no seu lugar, a Terra dá todo dia uma volta em torno de si mesma, a cada ano ou  trezentos e sessenta e cinco dias, rodeia o Sol, sempre voltando ao mesmo lugar.

 

Para a gente, é rotina ver o Sol amanhecer, “subir” aos céus e no entardecer morrer no horizonte, chegando a noite, esperando a manhã seguinte, igualzinha à de ontem. No entanto, no nascer do Sol o homem tem uma idade, no anoitecer está mais velho e no dia seguinte mais velho ainda.

 

Mas, a Terra, o Sol, a Lua e todo o conjunto cósmico continuam jovens, intactos, com tudo em cima e não envelhecem, não se enrugam, não têm escoliose, lordose, neuropatias, psicopatias, enfarte, AVC, e vai por aí.

 

No meu poemetido, ouso indagar: “O tempo passa, corre, se distancia,

ou fica parado e a gente, de etapa em etapa, caminha célere para um previsível destino e chega ao fim traçado, de onde ninguém escapa?”

 

E respondo:

 

“O tempo não passa, não corre, resta parado, a gente é que passa, de etapa em etapa, caminhando para o destino previsível e chega ao fim traçado, de onde ninguém escapa.”

 

Essa é a minha impressão sobre o tempo e a nossa finita vida.  Mas, eis que vejo a notícia de que Chico Buarque está completando 65 anos e, ao ser mostrada a imagem de Chico hoje, ficou-me a sensação de que para ele o tempo não passa.

 

Poeta, compositor, escritor, pensador, teimoso em suas firmes posições políticas e sociais, para mim Chico é gênio e nesse aspecto não tenho nada a acrescentar que represente algo de novo sobre a sua genialidade.

 

E, ainda mais, outra faceta de Chico me chama atenção. O genial compositor não envelhece, permanece, como o Sol, a Terra, a Lua, inteiraço, com feição jovem e jovial. Chico poderia, se tivesse querido, ser um desses galãs de novela, fazendo sucesso e sendo badalado como superstar e ídolo da mulherada.

 

Mas preferiu trilhar o caminho da criação artística e cultural, deu pouca bola para esse lado de jovem boa-pinta e de privilegiada imagem física, ideal para o vídeo.

 

Contudo, acho que, sem viver como, por exemplo, os ídolos do futebol, na onda do gavião, num deslumbramento alienado diante da badalação, Chico não deixa de ser admirado pelo sexo feminino, atraído pelos olhos azuis, que certamente Lula não deve gostar.

 

Vejo assim o gênio Chico Buarque, desmentindo minha tese de que o tempo não passa, o homem  é que vai passando. Ele é, pelo menos, exceção de minha teoria, se é que ela pode ser considerada teoria.

 

Chico só tem um defeito. Não torce pelo meu Vasco.

 

Mas ninguém é completamente perfeito!

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Virgolino às 21h43
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Frases/Antifrases

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José Virgolino de Alencar 

FRASES ANTIFRASES

Frases com efeito de antifrases:

1.A princesa Izabel proclamou a Lei da Abolição. Dom Pedro I, com o xodó que viveu com a Marquesa de Santos, proclamou a Lei da Bulição.

2.Quando o ideal não for possível, faça do possível seu ideal.

3.O ódio não mata o odiado. O ódio mata mesmo é o odiento.

4.Por amor se rói. Por paixão se corrói.

5.Pior do que perder a história do trem é perder o trem da história.

6.Haver navios – é como vive o armador. A ver navios é como o pobre vive.

7.Quem corre, cansa.

8.Quem é coxo nem adianta partir.

9.No Brasil a esperança é a primeira a morrer.

10.O Brasil não foi descoberto. Está entre os achados e perdidos de Portugal.

11.É melhor duas pombas longe de nós do que uma querendo entrar em nossa cozinha.

12.Os olhos são o espelho da fofoca.

13.O idiota não chateia pela idiotice. Chateia pela sua própria existência.

14. Quem é coxo não parte.

15.Quem cedo madruga perde boa parte do sono.

16. Jesus clama. O homem reclama.

17. Deus fez o mundo. Que erro profundo.

18.O careca não tem pente por não cabê-lo ter.

19.Realidade e idealidade rimam entre si, mas nunca se encontram ou só se encontram no infinito onde nossa mente não alcança.

20. A realidade não aceita o ideal.



Escrito por Virgolino às 19h55
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Artigo e poesia

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José Virgolino de Alencar

O emaranhado grupo que tomou o poder na Paraíba

O grupo que tomou o poder de nosso Estado no tapetão, sem ganhar eleição, e ainda mandando para o senado um cidadão que teve “0” votos e tem nas costas um monte de processos, está emaranhando-se num teia de informações contraditórias, fornecendo números que não batem com a realidade.

O governo anterior foi cassado por ter doado recursos a uma massa pobre, em período totalmente fora da campanha, dentro de uma programa social previsto numa Lei Complementar Federal que instituiu o “Fundo de Combate à Pobreza” e definiu os recursos orçamentários, oriundos de um acréscimo nas alíquotas do ICMS de vários produtos para aquela finalidade.

Armaram um processo, mobilizou-se uma engrenagem com ramificações no Palácio do Planalto e no forte esquema de corrupção comandado por Sarney, conseguindo o intento de cassar o então governador e dar posse a quem perdera a eleição.

Empossado, o novo governador biônico tomou a grande providência de nomear mais de 4.000 pessoas em cargos de confiança, entre os quais filhos de ministros do TSE e membros do TRE, o tribunal que julgou a causa.

Tudo muito estranho, mas o fato é consumado. O que interessa agora é acompanhar os passos da nova administração, que alardeia números relativos ao caixa do governo, fato preocupante porque se vê a intenção de, como sempre, castigar os servidores, retirar-lhes direitos adquiridos, não pagar os precatórios, não reajustar as remunerações e já ameaçando atrasar o pagamento.

No dia 18 de fevereiro de 2009, último dia da gestão anterior, a folha de fevereiro estava paga e havia em caixa disponibilidades superiores a 150 milhões de reais. Além do mais, nos doze dias restantes de fevereiro entrariam mais receitas do ICMS e do FPE, reforçando o caixa e permitindo pagar tranquilamente a folha de março, o que foi feito.

O Estado, que desde 2004 vinha aumentando seguidamente a sua receita, apresenta neste exercício de 2009, uma média de receita de 400 milhões de reais. A folha bruta de pessoal situa-se em torno de 200 milhões, mas como o Imposto de Renda Retido dos salários, bem como a Contribuição Previdenciária, ficam com o tesouro do Estado, o dispêndio líquido com pessoal está muito distante da receita corrente líquida, após as transferências para os municípios.

Portanto não se justifica essas notícias alarmantes saídas de ilustres auxiliares do governo que cuidam das finanças estaduais, disseminando o medo no seio da classe de servidores, sempre as primeiras vítimas das medidas de compressão das despesas públicas.

Não se diminuem mordomias, gratificações a apaniguados em valores altíssimos, a políticos que perderam a eleição e que são compensados com funções a que não estão obrigados a exercer. Só receber a remuneração.

Com as eleições de 2010 já se aproximando, é fácil deduzir que o alarde visa garantir recursos para a campanha e não é para obras, mas para projetos que facilitem a distribuição de dinheiro com cabos e operadores financeiros das eleições, para a busca de votos.

Antes que alguém ache que estou fazendo levianas acusações, é preciso explicar que os recursos não são roubados, embolsados, são apenas realocados para objetivos eleitoreiros, para serviços que não interessam à sociedade, mas que rendem votos.

É a tradicional reserva de campanha, constituída de recursos públicos e o grupo que atualmente dirige o Estado é conhecido como uzeiro e vezeiro nessas artimanhas eleitoreiras.

Vem o período de safra, a crise está indo embora, a tendência das receitas é de crescimento, razão por que não se justifica o alarde de crise local, a não ser que o maquiavelismo esteja pintando um quadro negro agora, para apresentar resultados como se fossem produtos de uma ação especial.

Mas, sempre que o servidor reivindicar reposição de salário, surgirá o argumento de que não há recursos disponíveis.

O servidor público é o eterno bode expiatório das crises.

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Aiatolá: O de lá e o de cá

Por José Virgolino de Alencar

O mundo está uma zorra,

Seja alhures, seja cá,

No Irã, perpetuamente,

Governa um Aiatolá;

Cá no Brasil, no poder,

Diz elle: Aiá, tô lá.

 

O de lá fala que o mando

Vem de um Deus superior;

O de cá, ainda que

De nada seja sabedor,

Manda por que encarna

Bem o mistificador.

 

No Irá, Ahmadinejad,

Com seu nome complicado,

Manda baixar o cacete

No contestador ousado;

Aqui, o Lulamadinejad,

Não é mais que um coitado.

 

Na sua pobre verborréia

Sanciona a safadeza,

Perdeu toda compostura

E tudo virou moleza;

Roubar e trapacear

É seita, tenham certeza.

 

 



Escrito por Virgolino às 19h29
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Artigo

 

Publicado no Blog da Maria Helena. Endereço: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/mariahelena/ 


Enviado por José Virgolino de Alencar

Artigo


O apagão da Segurança Pública brasileira
 

O Brasil é o país do apagão. Houve o apagão no sistema elétrico, o consumidor pagou uma sobretaxa, as empresas de energia faturaram mais e nada melhorou. Descobriram o apagão aéreo, fez-se carnaval do fato, o governo nomeou o Xerife Nelson Jobim, mas não consta qualquer solução nesse velho problema brasileiro.
 
O ensino de um modo geral, e particularmente as Universidades Federais, vivem um apagão, o apagão da educação, com as instituições sem equipamentos, sem instalações adequadas e, principalmente, sem professores. E os poucos que têm são mal-remunerados, desestimulados, humilhados mesmo.
 
A saúde igualmente está apagada do mapa de prioridades do governo, sem hospitais, sem ambulâncias, sem equipamentos, sem remédios e também sem médicos. E os poucos que trabalham recebem baixa remuneração e não podem ter motivação para o exercício da função.
 
Outro apagão, para piorar tudo, está ocorrendo na segurança do país, com todas as deficiências vistas na energia elétrica, no setor aeroportuário, na educação e na saúde. A “usina geradora” da segurança pública, ou seja, a Secretaria Nacional de Segurança Pública, órgão do Ministério da Justiça, há tempo que sofreu uma pane nas turbinas e não gera a “energia da segurança” para garantir claridade e vida segura aos cidadãos.
 
As “distribuidoras de segurança”, a cargo dos Estados, não têm o que distribuir, se a fonte geradora não lhes fornece os quilowatts necessários à luminosidade da segurança da sociedade, que fica às escuras, assombrada e assustada. Os cidadãos se enjaulam em suas casas, engradadas, com cercas elétricas, sistemas de monitoramento eletrônicos, mas como os bandidos têm armamento e meios de agirem nessa escuridão, ninguém se sente seguro nem no recesso de seu lar.
 
O governo federal faz de conta que não é com ele, deixa os governadores, também ineficientes naquele mínimo que poderiam ajudar, sem apoio e sem recursos, numa fria atitude diante de problema tão grave. Assim, não é dado nenhum passo para fazer funcionar a geradora de segurança, a tal Secretaria Nacional, o crime impera livre e impunemente, agravado pela leniência e vagarosidade da justiça que põe nas ruas bandidos perigosos.
 
A outra tragédia da segurança está no amontoamento de presos nos pequenos espaços das celas, colocando, numa área para quatro pessoas, às vezes até cinqüenta réus que, mesmo tendo cometido delitos puníveis, não podem ser tratados como animais, afinal os sistemas prisionais do mundo inteiro visam recuperar o criminoso, ressocializar o apenado, e não se transformar em escola para o aumento da criminalidade, como ocorre no Brasil.
 
Dentro das prisões brasileiras estão armadas verdadeiras bombas, com contagem regressiva para explodirem, com efeito retardado mas previsível, e ninguém toma providências para impedir a tragédia.
 
Vale a pena lembrar que a bandidagem prolifera porque a própria sociedade, egoísta, hedonista, preocupada em juntar bens materiais, cria a matéria-prima para a monstruosidade, à medida que deixa desumanamente os menores abandonados nas ruas, as meninas pré-adolescentes se prostituírem para sobreviver. Até laboratório para transformar meninos em homossexuais, travestis, já existe no Brasil, com um esquema organizadamente montado, funcionando empresarialmente, e só os órgãos e sistemas de segurança não vêem.
 
Uma grande massa de excluídos torna-se presa fácil do crime organizado que a utiliza para o tráfico, de drogas e de armas, para o contrabando, para a prostituição, fazendo dela escudo para blindar os criminosos maiores de idade, escorado no fato de que o menor é inimputável.
 
É por aí que a tragédia se instala, vai caminhando e dominando a situação, piorada com a escuridão originada na pane do sistema de segurança, instalando-se o apagão do setor, somando-se aos apagões de muitos outros sistemas de serviços essenciais para a sociedade brasileira, literalmente órfã de governo.
 
Decididamente, o Brasil é o país do apagão.




Escrito por Virgolino às 09h39
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Crônica

Publicada no Site www.ancomarcio.com

José Virgolino de Alencar

 

Obrigação, devoção e diversão
 

Três circunstâncias ou qualidades deve guiar o homem na vida: a obrigação, a devoção e a diversão. Nestas três palavrinhas estão resumidos os caminhos básicos que o homem deve trilhar, tudo o mais será decorrente delas ou consubstanciado nelas.
 
A obrigação está na exigência que tem o cidadão de cumprir deveres, normas, trabalhar, produzir, construir, enfim, contribuir para que a sociedade tenha os meios de sobrevivência.
 
Sem os construtores, inventores, criadores, a vida não evoluiria, as sociedades continuariam na idade da pedra. A obrigação deve partir de casa, da organização do lar, da estrutura da família, e daí partir para buscar e alcançar estabelecer a ordem, criar meios e condições para que a humanidade tenha os pilares de sustentação de uma vida harmônica.
 
A devoção, representada na crença, na fé, na espiritualidade, na tranqüilidade da alma, assegura e consolida a obrigação, dar-lhe solidez e consistência. A crença e a forma de exercê-la é pessoal, subjetiva, diversificada, não é necessariamente monoteísta, pode ser politeísta, pode ficar em torno de um Deus ou em torno de várias entidades deificadas.
 
Mas ela é imprescindível. O dito materialista, ateu, agnóstico, descrente, no fundo tem a sua crença, a sua observação transcendental desses mistérios que estão além da mente. É a meta-física, que não deixa de ser uma crença ou a busca dela.
 
A diversão, que é essencialmente espiritual, quando se busca, após o cumprimento da obrigação e do exercício da devoção, o prazer, a alegria, a auto-estima, a socialização e interação com o meio, com os familiares, com os parente, com os amigos, com os companheiros de trabalho e de jornada, desde que não conduza à auto-destruição e não impulsione a pessoa para tentar destruir e desestruturar a harmonia da sociedade.
 
Vício que domina e faz o cidadão perder o controle de si mesmo e o controle da boa convivência com seu grupo, decididamente não é diversão. E pode levar a pessoa à perversão, a praticar o mal contra si e contra seus semelhantes. A diversão deve ser então a continuidade e o complemento para a obrigação e para a devoção.
 
O divertimento não pode ser despregado do tríduo "obrigação, devoção e diversão", porque tem consequências trágicas para a pessoa e para toda a humanidade. Mantendo e vivendo bem dentro dessas três circunstâncias essenciais da vida, obrigação, devoção e diversão, tudo o mais na vivência pessoal correrá dentro de um clima de perfeição, os males serão amenizados, a segurança será garantida, a violência diminuirá, as guerras serão cessadas.
 
A natureza, sendo respeitada, não reagirá com ciclones, tempestades, rolagem de barreiras, desclimatização e desoxigenação que fulminam seres humanos, trucidam vidas preciosas, varridas inocentemente pelos escombros das catástrofes.
 
Assim, gente, seres humanos, lembrem-se de seguir a obrigação, exercer a devoção e curtir a diversão.
 
Nessa tríade está a segurança da vida, a harmonia da sociedade, a irmandade e a fraternidade.
 
Eu e quem mais seja monoteísta, respeitando ecumenicamente quem tenha idéias diferentes,  achamos que o nosso Supremo Criador assim quer e ensina.




Escrito por Virgolino às 09h28
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Crônica/Reminiscências

Publicada no Blog da Maria Helena


 Por José Virgolino de Alencar

“Cinema Paradiso” é um filme dos anos 80, do diretor italiano Giuseppe Tornatore, que conta a história da amizade de um menino de um pequeno vilarejo com o projecionista do modesto cinema local. O filme mostra a trajetória de Salvatore di Vitto, apelidado de Totó, uma criança típica dos burgos interioranos de qualquer parte do mundo, sua infância difícil, seus problemas da adolescência, a fase adulta, a descoberta do amor e da vida.

Um exército de Totós pode ser formado no mundo, constituído de crianças que, mesmo em meio às dificuldades da vida, encontram no cinema, ainda que modestíssimo, um divertimento que lhes preenche uma faceta agradável de seu viver.

Quem, como eu, tem origem assemelhada com a de Totó não esquece o seu ‘cinema paradiso”, a sala humilde, de projetor mambembado, imagem desfocada, porém fascinante e mágica para crianças adstritas àquele limitado horizonte.

Em Piancó, onde nasci, nos anos 50, nem tinha prédio para exibição de filmes. Meu “cinema paradiso” era o pátio da matriz, onde um herói cinéfilo vinha, em uma marinete, da vizinha cidade de Patos, com a película, o projetor e a tela, passando filmes de graça e eu nem lembro quem era o mecenas patrocinador de uma diversão que muda de lugar, avança tecnologicamente, sem nunca deixar de exercer o fascínio sobre as pessoas em todos os quadrantes do planeta.

No “cinema paradiso” de Piancó, exibia-se os faroestes de Hopalong Cassidy, Roy Rogers, Rocky Lane, Gary Cooper e tantos outros heróis do western, como também as aventuras de Tarzan. Um filme, entretanto, era exibido repetidamente e fazia enorme sucesso. Era a história de Santa Maria Goretti, uma virgem atacada e morta a facadas por um louco homicida, que a gente assistia tantas vezes passasse. A fita se quebrava, a projeção paralisava, mas a criançada esperava sem cansar o recomeço do filme e a repetição dos defeitos.

Não havia pipocas, nem coca-cola, nem qualquer aperitivo. Os cowboys, os bandidos, o doidinho amigo do mocinho, a mocinha vestida dos pés ao pescoço, tudo isso causava um frisson na garotada, que curtia à beça.

Ao lado das peladas de futebol, do banho no rio, do pulo na cerca dos roçados para uma inocente roubada de frutas, era o cinema a diversão a completar um dia de brincadeiras, simples, recatadas, puras mesmo, se comparadas com a agitação de nossos dias, de galeras e ondas pesadas começando já na pré-adolescência.

Não quero que os tempos retrocedam, que recusemos o progresso, a modernidade tecnológica, os equipamentos digitalizados que são verdadeiros brinquedos a fascinar crianças e até adultos. Desejar que as reminiscências daquela época, de felicidade até inexplicada, sejam revividas na atualidade virtual, será mera retórica ou erudição intelectualienada, é até querer inverter a ordem inexorável da roda do tempo.

Entretanto, a memória do que está gravado em nossa mente, em nosso HD cerebral, conquanto esteja sempre piscando na tela do monitor que as lembranças se encarregam de exibir imagens passadas, não deixa de induzir a um retorno nostálgico da época da infância. Como memória, os fatos registrados estarão nos acompanhando e proporcionando momentos de boas reminiscências.

É assim que, reiterada e renitentemente, me batem as lembranças de meu “cinema paradiso”.

 


 



Escrito por Virgolino às 21h13
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Quadrinhas

Lamentos da velhice

 

Por José Virgolino de Alencar

 

(Obs. Não é autobiografia, amigos. Nem é sacanagem. É apenas uma brincadeira com os inexoráveis efeitos do tempo)

 

Cadê meus vastos cabelos

Com um metido topete?

Foram caindo, só resta um

Que está pela bola sete.

 

Cadê meus ouvidos afinados

Captando os sons da natureza?

Já não ouvem mais falar

Nem da tristeza, nem da beleza.

 

Cadê meus vivazes olhos

Vendo além do horizonte?

Estão turvos e assim se há

Mulher nua, nem me conte.

 

Cadê meus dentes branquinhos

Que trituravam quase tudo

E adornavam meu sorriso?

Não rio mais, fiquei sisudo.

 

Cadê minha barriguinha

Que virou esse barrigão?

É uma lombada e não encolhe

Nem que lhe passe um caminhão.

 

Cadê aquela ferramenta

De prazer e fazer neném?

Jaz tristonha, encolhida,

Inerte e murcha também.

 

Cadê meus anos dourados

De criança, jovem e adulto?

Dizer que velhice é bom

Para o velho é um insulto.

 

 



Escrito por Virgolino às 11h13
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Artigo

Publicado no Portal www.mhariolincoln.jor.br , no Site www.ancomarcio.com e no Blog www.hugocaldas.blogspot.com  

José Virgolino de Alencar

O humor e o poder

 

Acho interessante a reação dos apaixonados lulistas ante as críticas que se faz ao presidente da República e ao PT. Não tendo argumentos para rebater a crítica, lá vêm eles afirmando que o crítico vai morrer de raiva e, querendo ser gaiatos, terminam suas besteiradas com uma orkutiana série de RS’s significando risos.

 

Ora, os ilustres aparentemente risonhos áulicos do poder precisam saber que, em época nenhuma, em lugar nenhum do mundo, há humor a favor, não existe humor do poder sobre os opositores. Quando tentam fazer graça a favor, geram mesmo é um sorriso amarelado, nada engraçado.

 

Por outro lado, no mundo inteiro, quando se abre páginas de humor, e são muitas, encontra-se motivo para rir dos poderosos, porque os verdadeiros humoristas são habilidosos observadores da eterna ópera bufonídea encenada pelos donos e vassalos do poder.

 

Esse riso faz bem à vida, à saúde, às idéias, ao pensamento, à criatividade. Ideal não mata e nem tira o humor de ninguém. O que tira o humor de certas pessoas são as suas próprias alopradas trapalhices, quando se incluem nas troupes que se aboletam nos palácios e perdem totalmente a noção da realidade. Quando flagrados na parlapatice e vêem exibidas as ridicularias, aí sim, eles perdem o humor, perdem a esportiva, partem para a agressão e ficam fuçando à procura de fatos que desqualifiquem o crítico/humorista.

 

E não é só o humor puro que tira do sério os poderosos. A palavra, mesmo sem intenção de fazer graça, ao contrário, procurando mostrar fatos e verdades, também arrasa o humor dos totalitaristas, autocráticos, ditadores, imperadores e assemelhados.

 

Não consta que Brecht morreu de raiva ao, com sua palavra certeira, abalar os alicerces do III Reich. Quem deve ter implodido de ódio foi o ditador Adolf Hitler.

 

Aqui no Brasil, quem ajudou a defenestrar Getúlio do aparentemente inabalável Estado Novo foi a palavra incisiva e verdadeira do paraibano José Américo de Almeida, numa entrevista ao então jornalista Carlos Lacerda.

 

Getúlio Vargas, que anos depois voltou ao poder, populista, pai dos pobres e mãe dos ricos, deu um tiro no coração, certamente não pelo bom humor do poder, mas as bem humoradas críticas dos jornais e escribas da época definitivamente destruíram sua vontade de rir. E até de viver.

 

Tomás Antônio Gonzaga, com seu cáustico humor em cima do Fanfarrão Minésio, não matou de raiva, mas chegou perto, o governador Luís da Cunha Menezes, a quem ridicularizou de modo desconcertante, em suas Cartas Chilenas,  que é matéria-prima de nossa literatura.

 

Na atualidade, humoristas como Zé Simão, Marcelo Tass, Jô Soares, Millôr Fernandes, Marcelo Lyra, com o fino traço do humor inteligente, humor entremeado com um ideal de pensador e não pura gaiatice despropositada, têm, com certeza, estragado a alegria de muitos vassalos que nessa hora não aparecem com seus paupérrimos RS’s.

 

Enfim, o riso do poder é o riso da hiena, é o sarcasmo que não se peja de vomitar seu escárnio sobre uma situação político-social que, no Brasil atual, joga na exclusão uma massa enorme de gente sofrida.

 

E isso não tem graça nenhuma.

 

 

 

 



Escrito por Virgolino às 18h35
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Poesia

O TEMPO PASSA?

Eu passei, caminhando com a vida, pelo tempo

Ou o tempo, correndo, passou por mim?

Passou, voou e pra longe está indo

Ou eu é que passei e estou chegando ao fim?

 

O tempo passa, corre, se distancia,

Ou fica parado e a gente, de etapa em etapa,

Caminha célere para um previsível destino

E chega ao fim traçado, de onde ninguém escapa?

 

O dia tem todo dia vinte e quatro horas;

O ano, trezentos e sessenta e cinco dias

E o giro milenar da Terra em torno do Sol

É repetido em seculares e cansativas monotonias.

 

Há bilhões de anos-luz que esse girar não muda

E bilhões de futuros anos-luz em nada mudarão.

Enquanto enilhões de vidas, que vão trilhando

Nessa rota, passarão e, fatalmente, se finarão.

 

Assim, eu é que passo, com a vida, pelo tempo,

O tempo não passa, fica estático lá para trás;

O tempo é o mesmo, de seu lugar não se vai,

Eu é que estarei indo sem voltar jamais.

 

O tempo não passa, não corre, resta parado,

A gente é que passa, de etapa em etapa,

Caminhando para o destino previsível 

E chega ao fim traçado, de onde ninguém escapa.

 

 

 

 



Escrito por Virgolino às 10h36
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Artigo

 José Virgolino de Alencar

Os níveis sociais e institucionais do Brasil

Os três níveis de governo do Brasil - União, Estados e Municípios, formam castas à semelhança das classes econômico-sociais. Os extratos sociais, em razão da condição econômica, identificam, de modo geral, as classes A, B e C.

 

A classe A, pequena em número de integrantes, detém(quase) toda a riqueza da nação. A classe B, designada classe média, vive da remuneração paga pela classe A, compõe-se da massa de pessoas especializadas, formadas, esclarecidas, pensantes, que constroem a nação, sustentam o mercado, suportam a elevada carga tributária, mas pode-se dizer que vivem bem, afinal, vendem mão-de-obra qualificada.

 

A classe C, representada pelo maior número de pessoas e que se subdivide em vários status, é a massa trabalhadora, é o suporte para as classes B e A, é a mão-de-obra do pesado, que carrega o fardo e as ferramentas que produzem o que a sociedade demanda. Nem todos os membros da classe C têm renda, há muito excluído, vivendo de caridade.

 

Servatis, servandi, essa situação acima descrita é observada nos três níveis de governo identificados pela própria constituição nacional. A União é classe A, os Estados são classe B e os Municípios são a classe C.

 

A União é dona de (quase) toda a riqueza pública do país. Os recursos são concentrados em grande volume no tesouro federal. Os Estados têm uma espécie de salários, administrando alguns tributos, têm uma máquina especializada, com gente bem formada e qualificada. Carrega muitos encargos, a remuneração não é tão ruim, vivem bem.

 

Os Municípios, que formam a classe C institucional, com a mesma diversidade das classes sociais do extrato C populacional, inclusive com burgos que ficam também de fora do grande banquete onde se come bem, representa a realidade palpável, são a esfera onde o cidadão mora, onde os problemas estão logo ali, à mostra de seus moradores.

 

As municipalidades vivem da sobra das riquezas detidas pela União, que “remunera” os Estados e estes usam a mão-de-obra pouco qualificada dos municípios para botar-lhes nas costas o fardo da solução dos graves problemas sociais.

 

Esse panorama, em que a União é rica, os Estados são medianamente assalariados e os Municípios são os trabalhadores, aparece nos grande telão da mídia, quando a chuveirada desaba sobre as cidades, rolando ribanceiras, soterrando casas, matando gente, proliferando doenças, as águas arrastando pessoas, casas, móveis, automóveis, enfim, instala-se o caos.

 

Pra quem o povo grita? Para o Prefeito. Acuado pela população e pela imprensa, Suas Excelências, os Edis municipais ficam como barata tonta sem saber para onde correr. Nem quero falar da corrupção, porque este é um capítulo à parte.

 

Falo da exigüidade dos recursos necessários, dos orçamentos municipais engessados por vinculações constitucionais obrigatórias, da falta de previsão e de reserva para as catástrofes que os órgãos especializados nas variedades do tempo antevêem e anunciam. Dirão, e é fato, que há muito gestor irresponsável, aumentando ainda mais o desastre.

 

Mas convenhamos. O desastre dos Municípios é a própria tragédia anunciada da classe social C, que, pela pobreza e falta de esclarecimentos, vive de peito aberto aos vendavais, conformada, acomodada, sem assistência.

 

Ou seja, é uma circunstância do pobre e a sua situação de certo modo criada pela indiferença desumana da Classe A e a pouca condição que tem a classe B de ajudar.

 

São semelhanças e não meras coincidências.

 

 

 



Escrito por Virgolino às 20h11
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Poesia

 

ÀQUELA NOITE
 
Por José Virgolino de Alencar

Àquela noite, fria madrugada,
Invadiu-me a triste sensação

que ataca a pessoa desprezada
no sereno, curtindo a solidão.
 
Àquela noite, sentado na calçada
de uma rua encoberta pela escuridão,
noite esquisita, mal-assombrada,
só, na erma rua; próximo, nenhum cristão.
 
Gritei na noite deserta, desesperado,
por um vivente que me desse ouvido,
meu eco perdeu-se no ar, abafado
 
Pela indiferença do mundo egoista
que se tranca, não ouve e nem avista
o ser humano, ali perto, (de amor) necessitado.



Escrito por Virgolino às 11h28
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