BLOG NETPAGE-VIRGOLINO DE ALENCAR


Corneologismos

JVA

Para quem é aposentado e tem pouco a fazer, nada melhor do que ficar pensando e criando abobrinhas, que de certo modo desopila e preenche o tempo ocioso.

Foi o que fiz, com a formação desses neologismos em homenagem aos que têm a testa enfeitada, e não é de flores.

Curtam ou esculachem, concordem ou não, contanto que leiam.

José Virgolino de Alencar

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Corneologismos
  • Corneata - Carreata de cornos
Cornificina - Carnificina de cornos
Cornoruja – Corno coruja do filho que não é dele
Cornoviço – Noviço como corno
Cornocivo – Corno e nocivo
Cornotável – Notável, mas corno
Cornômade – Corno nômade
Cornômano – Viciado em ser corno
Cornômetro – Medida de corno
Cornomia – Economia ou governo de corno
Cornojento – Corno e nojento
Cornolândia – Terra de corno
Cornil – Lugar onde se abriga cornos
Cornobre – Corno nobre, sangue azul
Cornoitada – Noitada de cornos
Cornoivo – Noivo e já corno
Cornomancia – Leitura de testa de corno
Cornônimo – Corno anônimo
Cornonágono – Corno nove vezes
Cornosocômio – Hospital pra cornos
Cornofobia – Fobia a corno
Cornogenia – Nascido pra corno
Cornogênio – Corno, porém gênio
Cornalgia – Dor de corno
Cornotívago – Corno notívago
Cornóptero – Corno que voa
Cornovilho – Corno novo
Cornobívago – Corno que anda nas nuvens
Cornoberado – Corno endividado
Cornobeso – Corno obeso
Cornóbito – Morte de corno
Cornóbolo – Donativo de corno
Cornofilia – Preferência pessoal de ser corno
Cornopatia – Doença de corno
Cornotário – Corno e otário
Cornorreia - Diarreia de corno
  • José Virgolino de Alencar


Escrito por Virgolino às 11h05
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Poema

Passado, presente e futuro

 

O passado foi – ontem – tempo presente,

O presente – amanhã – será tempo passado,

O tempo que se foi será – sempre – lembrado

E como se fosse agora, tudo de novo se sente.

 

O futuro será – um dia – tempo presente

E logo será – sucessivamente - tempo passado,

Sendo igualmente tempo – sempre – lembrado;

Saudade, então, é tudo que a gente sente.

 

Passado e presente são - no fundo - a essência

Da vida; o futuro é a sucedânea sequência

Hermética que – inadvinhos – não decifraremos.

 

O passado correu e o presente corre, os dois rapidamente;

O futuro – muitas vezes – mira inexoravelmente

No alvo que – atingir de bom grado – não pretenderemos.

 

José Virgolino de Alencar

 

 

 



Escrito por Virgolino às 12h02
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DO: BLOG DA MARIA HELENA - O GLOBO.GLOBO.COM

José Virgolino de Alencar -

Entro aqui no Bloghetto, com a permissão de Maria Helena, para contar mais uma historinha de nosso folclórico interior nordestino. A história é situada em Campina Grande-PB, a rainha da Borborema, uma cidade de artesãos com vocação para artistas puros, pois lá, orgulham-se os campinenses, se fabricam réplicas de qualquer produto moderno da tecnologia mundial.

O fato que vou narrar, contado por um amigo campinense e colega de trabalho, ocorreu mesmo, ainda que enfeitemos a história para tornar a leitura mais atraente. É uma chicana típica dos advogados metidos a esperto, onde a esperteza, por ser demais, termina num espetaculoso imbróglio.

Pois bem. Um advogado defendia um réu que ele sabia culpado, com todas as provas circunstanciais contra seu cliente e não havia uma só testemunha de defesa. Para tentar salvar a causa, o advogado contratou um matutinho da roça, desses que se apresentam como entendedor de tudo, sempre conseguindo levar oponentes, ou espectadores de suas conversas, no papo.

O defensor viu ali a oportunidade de salvar o cliente, forjando um testemunho “ocular”, com detalhes que poriam por terra as provas e impressionaria os jurados. A causa seria ganha e o advogado colecionaria uma boa vitória ao seu currículo.

Oferecendo uma boa grana ao matuto, este se entusiasmou, prontificou-se a dar o testemunho, contudo, fazendo uma ponderação ao advogado, alegando que, ao estar de frente com o juiz, uma autoridade que intimidava o matuto, a coisa poderia dar errada. O advogado lhe convenceu que havia bastante tempo para treinamento e que fecharia todas as hipóteses contrárias ao seu depoimento.

Depois de muitas orientações, muito treinamento, ambos chegaram à conclusão de que não haveria possibilidade de desmentido e estavam prontos para encarar o magistrado e os jurados. Marcaram com o presidente do júri a realização do julgamento e marcharam confiantes para o fórum.

O matuto, no seu depoimento, contou o que “viu’, nos mínimos detalhes e na amplitude dos fatos, todo o ocorrido e pareceu comprovar e convencer que o réu não era o culpado pela acusação. O magistrado ficou impressionado com as minudências da testemunha e chegou até a elogiá-lo.

O depoente, certo que dera um show, reafirmou ao juiz que era homem de boa memória, que sua mente era um verdadeiro CD-Rom, gravando tudo como um computador. E acrescentou: “Olha, doutor juiz, apesar do longo tempo, eu me lembro bem da roupa que vestia, do sapato que usava, do relógio, dos enfeites que adornavam meu pescoço e dos anéis que então ostentava nos dedos”.

O magistrado, desconfiado de tanta memória, decidiu fazer um teste com o matuto, indagando:

“O senhor, com essa privilegiada memória, diga-me agora qual a cor da cueca que usa neste momento”.

O matuto, surpreendido com a pergunta do magistrado, abriu exageradamente os olhos, encheu-se de dedos na mão, suou frio e, virando-se para o esperto advogado, exclamou, já procurando um buraco para enfiar a cara desnorteada:

“Eu não disse doutor, que isso não daria certo!”

Moral da história: Quando a esperteza é muito grande, ela termina por engolir o esperto.

 



Escrito por Virgolino às 11h10
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Artigo/Drogas

Nota Introdutória: Escrevi o texto abaixo em maio de 2008, quando não havia o julgamento do STF. Expressando o respeito pela decisão da Alta Corte, peço respeito também ao meu livre direito de expressar minha opinião, que, para o caso, mantenho a mesma posição de 2008.

 

O Autor

 

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Drogas: a ilegalidade da marcha

Em 02/05/2008 às 00:00

José Virgolino de Alencar

Particular e sinceramente, eu não sei onde está a hipocrisia, de que tanto falam, no tratamento do caso das drogas. Se o sistema de repressão é ineficiente, acho que se deve lutar para eficientizá-lo e torná-lo eficaz no combate ao crime. A raiz do problema é o crime hediondo, com o qual a sociedade não pode contemporizar.

 

A "Marcha da Maconha", onde desfilarão usuários que são vítimas de um sistema, igualmente desfilarão os traficantes, seus laranjas, seus comparsas e quantos queiram fazer a apologia do crime.

 

O código penal é claro quanto a esse tipo de manifestação, que se define como apologia ao crime. Isso não é aceitável, é caso de polícia.

 

O debate, as discussões, têm que caminhar pelo lado técnico- científico, profissional-especializado, quanto à assistência extremamente necessária a ser oferecida a quem, induzido pelos criminosos, caiu no vício e na dependência da droga.

 

Não é coisa para passeata, para movimentos públicos, é coisa para fóruns apropriados, e tem bastante, tanto no Brasil, como no mundo inteiro, já que o problema é universal.

 

A maconha e seus derivados não podem ser comparados com outras distorções da vida que, embora não recomendáveis, não têm o poder destrutivo das drogas que viciam e transformam o dependente, literalmente, em monstro.

 

O processo de reversão, em pouquíssimos casos, é traumático, desgastante, assombroso, e só quem sentiu e conseguiu dar a virada na vida é que pode demonstrar o mundo negro que é ter um ente familiar metido nessa coisa.

 

A necessidade é de frear o sistema criminoso. O menor estímulo e liberdade que se dê, causará um prejuízo à sociedade de difícil retorno.

 

É uma torneira a ser fechada, apertada e não deixar sequer um pequeno vazamento de ar. Qualquer espirro da torneira, tal como na canalização d'água, só aumentará o preço e a conta a ser paga, no caso das drogas, pela sociedade.

 

A marcha tem que ser proibida, porque se enquadra perfeitamente nos impeditivos legais do normativo institucional brasileiro. Se é ilegal, à luz expressa da lei, é proibido e a desobediência deve ser punida. Não se pode afrouxar o combate em questão profundamente corrosiva para a vida da sociedade.

 

Combater o crime é obrigação, tal qual proteger e tratar as vítimas da tragédia.

 

Não há hipocrisia nesse caminho, que está em consonância com o que quer e precisa a sociedade: um mundo limpo dessa sujeira!

 

 



Escrito por Virgolino às 11h07
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Artigo/Reminiscência

DO FUNDO DO BAÚ

O artigo abaixo é o meu primeiro texto publicado em órgão de imprensa, representando o início de minha carreira de articulista/comentarista free-lancer ou bissexto.

O jornal é O Economista, da então Faculdade de Economia e Ciências Contábeis da UFPB, edição de abril de 1963.

Há um erro, no último parágrafo, na citação da frase de Austregésilo de Atayde: A frase certa é "caixa prego" e não "caixa de fósforo", como está no texto.

A matéria foi escaneada como "imagem" e não é possível alterar o texto, assim permanecerão outros erros por falta de revisão à época.

Vale como reminiscência de um tempo em que a gente era feliz e não sabia, para usar um lugar comum, mas verdadeiro.

José Virgolino de Alencar



Escrito por Virgolino às 18h35
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