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Crônica/Viagem/Casamento
Publicado no Portal: www.mhariolincoln.jor.br Viagem – Turismo e Compromisso
Por José Virgolino de Alencar Turismo – De 05 a 15/11/2009 estive na cidade de Campinas-SP, estendendo a viagem pela capital paulista e pela região polarizada pela metrópole campineira. Já passando dos 10 anos que não ia à Campinas, onde tenho família, encontrei agora uma cidade desenvolvida, pujante, bem cuidada, acolhedora e aconchegante. Nesses últimos 10 anos, com certeza, Campinas se desenvolveu em índice superior à média do Brasil, assumindo a condição de metróple, em torno da qual gravita uma rica região paulista, chamada até de Califórnia brasileira. Nesse verdadeiro boom que foi o consumo de veículos do ano passado para cá, em razão da isenção do IPI, dos baixos juros e do longo prazo de financiamento, caindo nas ruas brasileiras um verdadeiro temporal de automóveis, a cidade de Campinas foi uma das poucas preparadas para receber tanto veículo, mantendo um trânsito que flui sem dificuldades, com poucos congestionamentos, em alguns locais da cidade na hora de pico. Infelizmente, o progresso traz na rabada uma série de problemas dos quais ninguém escapa. Há favelização, grande massa de excluídos e a geração da violência assustadora. É um alto e triste preço que no Brasil se paga quando se busca acelerar o desenvolvimento. As pessoas fogem do campo e vêm mourejar nas periferias das grandes cidades, morando em barracos sempre construidos nas encostas de morros, em barrancos que não resistem a uma pequena trovoada. Campinas não poderá livrar-se sozinha de um problema que é nacional, decorrente de um desumano modelo econômico concentrador da renda. Porém, naquilo que seus gestores públicos, seus empreendedores e a população esclarecida puderam influir para fazer da cidade um importante centro, houve um efeito multiplicador que fez dela o carro-chefe da região paulista conhecida pela prosperidade sócio-econômica. Cidade universitária por excelência, sediando um leque extenso de instituições de ensino e pesquisa, com destaque para a UNICAMP e a PUC, dois centros de ensino de nível internacional, que levam de Campinas para o Brasil e o mundo as ferramentas que formam gerações de cientistas, técnicos das mais variadas especialidades e um bom elenco de intelectuais e operadores de cultura. Essa foi a cidade que vi agora, a grande Campinas, a simpática gente, conciliando bem a condição de importante metrópole com o viver calmo do interior. Compromisso – Minha ida à Campinas foi motivada pela honra de ser padrinho de casamento de uma sobrinha, a jovem Marcela Pazinatto, filha do casal Walter e Tânia Pazinatto, cunhados meus, ambos médicos, ele, inclusive, conceituado professor da PUC. Marcela uniu-se ao jovem Danilo Yamada, de tradicional família da sociedade campineira. A festa de casamento, desde a Igreja Nossa Senhora das Dores à recepção no Tênis Clube, foi dominada por esfuziante alegria, representando a união de duas famílias, com a presença de amigos que foram abençoar o jovem casal, numa noite de congraçamento e de felicidade, reunindo pessoas que têm participação ativa na vida da bela cidade de Campinas, como acima descrevi.
Virgolino de Alencar (Colunista, exclusivo para o Portal MLB).
Escrito por Virgolino às 13h29
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Soneto
Publicado no Portal Mhário Lincoln do Brasil-PMLB
José Virgolino de Alencar
Neófita burguesia à brasileira Pensar livremente não posso, há impedimento; forças contradiças, incongruentes, proíbem, arrolham-me e meu sagrado direito coíbem, passam a borracha, emudecido só lamento. Onde estão os anos do estrelado movimento que os retrôs, de ontem e de sempre, vil ódio exibem? Reprisam, os de agora, a mesma intolerância e inibem o pensar com o tacão, o porrete, o garroteamento. Ah! Todo o passado de lutas foi mandado para o lixo da história, tentando-se criar nova(nova?) ideologia que de velha tudo tem, é apenas um outro nicho camuflando o cego apego à doçura da mordomia, às benesses (justificadas num vomitoso esguicho) que os alumbram, posando de neófita burguesia..
Escrito por Virgolino às 10h24
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Artigo
José Virgolino de Alencar
ORIGINAL MODELO BRASILEIRO DE CRESCIMENTO ECONÔMICO.........INSUSTENTÁVEL A partir dos anos 50, o Brasil começou a estabelecer planejamento sistematizado, visando fazer o país crescer economicamente e, em decorrência, socialmente. Prosperou, então, a idéia do crescimento sustentável, sonhando em transformar o Brasil em nação desenvolvida, com economia estável, apoiada em pilares sólidos que não ruiriam a qualquer abalo da economia mundial.
Para isso, desencadeou-se uma febre de planos, plurianuais, qüinqüenais, trienais, e, na impobissibilidade de segurar os planos multianuais, os programas restringinram-se à duração do ano fiscal, surgindo outra nova febre: a dos pacotes, econômicos, políticos, sociais, todos circunstanciais e efêmeros.
Tivemos o Plano Cruzado I, Plano Cruzado II, Plano Bresser, Plano Verão, Plano Verão II, Plano Collor I, Plano Collor II e, por último, o Plano Real. Em todos os pacotes, vinha embutida uma mágica, ou melhor, uma prestidigitação que, como nos palcos da vida, não passava de truque, de ilusionismo.
Os planos e pacotes tinham como objetivo, segundo seus mentores, a busca da estabilidade para dar suporte ao desenvolvimento sustentável. Contudo, as vigas de sustentação iam abaixo ao primeiro contratempo e os planos e pacotes desmoronavam-se e seus escombros corriam rápido para o brejo.
Resta sobrevivendo o Plano Real, cuja longevidade é explicável. Tendo sido concebido pelo então Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso e com ele eleito e reeleito presidente da República, o Real teve a assistência paterna de seu criador, que o embalou, o alimentou, permitindo que ele entrasse na pré-adolescência com razoável vigor.
Entregue a criatura ao presidente Luis Inácio Lula da silva, este esqueceu seus discursos e métodos paternais socialistas, transformando seu governo na continuidade do modelo desenhado pelo antecessor. O presidente Lula simplesmente vem tratando o Real já adolescente com os mesmos ingredientes nutritivos do seu criador. E o Real vai mais ou menos, ou seja, mais para os ricos e menos para os pobres.
Apesar da mudança do ideário político do líder Lula e do PT, a continuidade do Plano Real não está sendo de todo ruim para o Brasil, pois nestes tempos de economia globalizada nenhum país se arriscará a dançar outro ritmo que não o ditado pelo mercado mundial, primordialmente o mercado financeiro, sob pena de ser excluído do chamado concerto das nações desenvolvidas ou em desenvolvimento. Poderá ser jogado para o terceiro mundo, senão para o quarto e até para o “outro- mundo”, o das alma penadas.
Mas, nessa história de crescimento econômico sustentável, e apesar do modelo vigente não ser o ideal, porém é o que se tem, o problema, no caso brasileiro, são as nuvens cinzentas que vemos à nossa frente, são as ameaças constantes de sacolejos nas vigas do Real, criando expectativas, senão negativistas, pelo menos duvidosas, preocupantes.
Daí, na minha opinião, observada do ângulo da pobre região Nordeste, distante, portanto, da ilha da fantasia brasiliana, acho que o Brasil está criando um novo modelo original, sui generis, o modelo de crescimento econômico..........insustentável. É que o país cresce, anima a gente, mas de repente vem um tsunami sob a forma de crise econômica mundial e ameaça levar de roldão nosso Real amealhado a duras custas.
A crise recente, de fraca intensidade, não fez desmoronar a economia brasileira, até mesmo porque o próprio mercado se encarregou de ajustar o sistema e evitar o pior. Mas permanece no ar a insegurança no âmbito interno do país, porque não há projeto sequer de médio prazo para criar as bases para o desenvolvimento sustentável. A economia do Brasil vem aguentando o tranco, mas não sai do ar a sensação de que temos o original sistema de crescimento econômico.........insustentável.
Escrito por Virgolino às 16h51
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Crônica
José Virgolino de Alencar
Na vida de Jesus não cabe coalizão com Judas
Milênios AC, Deus entregou a Moisés uma tábua com as seguintes recomendações: amar a Deus sobre todas as coisas; não invocar seu santo nome vão; guardar os domingos e festas; honrar pai e mãe; não matar; não pecar contra a castidade; não furtar; não levantar falso testemunho; não desejar a mulher do próximo; e não cobiçar as coisas alheias.
Jesus, ao seu tempo, ensinou: “Pai nosso que estás no céu, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, amém”.
Entre as muitas lições bíblicas e os muitos ensinamentos do cristianismo, destacam-se as recomendações de Deus a Moisés e o que ensinou o próprio Cristo, não por maior ou menor importância, mas pela sabedoria que encerram e por formar uma base ética e moral para a conduta das pessoas, independente do seu credo ou até de não ter credo.
Para seguir as sábias lições, não é essencial que esteja permanentemente dentro de um templo religioso, digo do templo formal, de pedra e cal, porque, onde quer que estejamos, para nossa crença, o lugar torna-se templo, para reflexão, para oração, para meditação, para avaliação de como devemos ser como humanos, convivendo com os demais irmãos em Deus.
Nas dez recomendações, enfeixadas pelo cristianismo como os Dez Mandamentos ou Decálogo de Deus, encontramos conselho e orientação de como devemos nos comportar no convívio coletivo, em sociedade, em harmonia com toda a humanidade. São pregações religiosas que os códigos laicos dos homens absorveram e colocaram no próprio conjunto de normas do direito, como doutrina, e nas leis, como código de conduta, cujo desvio será julgado e receberá condenação terrena, da reclusão, da exclusão do meio social.
Os dez mandamentos são seguidos pelas sociedades, pelos regimes temporais, em todas as nações, mesmo na diversidade de cultura, de crença, de modelo político-econômico-social, sofrendo represália, cada um à sua maneira, o cidadão que se desviar desse caminho delineado pelo Deus cultuado pelos cristãos e recepcionado pelas demais e diferentes formas de ajuntamento social.
A lição de Cristo, conhecida nos cultos religiosos como o “Pai Nosso” ou “Padre Nosso”, oração presente em todos os atos onde se reúnem os crentes de todos os segmentos cristãos, também resume, sob a forma de apelo ao Pai, um ensinamento que leva o crente à humildade, quando ouve ou diz que lhe venha o santificado nome de Deus, deseja que a vontade Dele prevaleça, tanto na terra como no céu. `
Apela pelo pão de cada dia, porque o corpo precisa de alimento material para ter condições de absorver o pão espiritual. Pede perdão pelas ofensas que faz, assegurando que perdoa a quem lhe tem ofendido, como pede para não cair na tentação ou nas muitas tentações que a vida oferece e para livrar-se de todos os males.
O amém final resume todo o preito a Deus, o Pai, o protetor, que deseja e dá amor, paz, tranqüilidade, felicidade, harmonia, fraternidade, igualdade, justiça, enfim, os sentimentos que retiram o homem do alcance da sedução do “outro lado”, o lado luciferiano e suas ilusórias satisfações, seus enganosos prazeres, prazeres efêmeros cujos efeitos e conseqüências na verdade destroem o homem, seus sentimentos, sua personalidade, sua auto-estima, enfim, mata, antes da morte física, seu desejo de viver.
Para quem não crê que isso está na raiz da existência de um Deus, importa menos se, mesmo não praticando ou não pertencendo a culto nenhum, obedeça pragmaticamente às lições, por entender que a harmonia para a sociedade terrena depende do fiel cumprimento daquelas lições, por convicções de formação filosófica, ideológica, que lhe sedimenta na alma o sentimento da ética e da moral.
Toda essa divagação religiosa, que se estende para os não-religiosos, vem a propósito da infeliz idéia do Presidente Luís Inácio da Silva, o Lula, ao afirmar que Cristo, se no Brasil de hoje aqui estivesse, faria aliança com Judas para governar. Nas lições bíblicas, não só as acima citadas, como nas muitas outras, nada nos leva a concluir que Jesus daria tão incoerente guinada por interesse de poder. O que Lula fez, na verdade, foi, levando seu subconsciente a escorregar no próprio lamaçal por ele criado, querer justificar-se dos tremendos pecados políticos e morais que vem cometendo. Nesse caso, como se trata do destino de uma nação e do grande contingente humano de sua população, nem se pode dar a ele, Lula, o benefício da anistia do ponto de vista político-social, embora se deva, no sentimento cristão, perdoar o indivíduo, o ser humano, se longe do poder, para que sua alma repouse em paz.
Escrito por Virgolino às 13h39
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Poemas
José Virgolino de Alencar
I Passarinho preso
Preso no ninho vive triste o passarinho, Não canta, não quer voar, dalí não sai; Chora; em lágrimas sentidas se esvai, Não olha, hora nenhuma, para além do ninho. Muitas aves, em bandos, por perto voam, Alegre e livremente bailando, batendo asas; Belas sonatas em vibrante coro entoam. À noite, retornam e recolhem-se às suas casas, Ao habitat natural, nas árvores, meio covas rasas. O passarinho, indiferente, nem vê as aves que passam. II Menor abandonado
Sonhando, vaga o menor pelas estradas da vida. Na sua carência, ele clama por dignidade, Esperando e merecendo justiça e liberdade. Quer sair do abandono, encontrar uma saida, Onde seja tratado com humana igualdade E possa deixar pra trás a dura vida sem guarida. O menor não quer, pela força, nada tomar De quem muito tem e pode um pouco ceder Para que, de fome, ele não viva a sofrer. Jura, então, que novos caminhos vai procurar.
Escrito por Virgolino às 13h07
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Carta/Comentário

Posição político/ideológica em face de Fernando Collor José Virgolino de Alencar A crônica de Gonzaga Rodrigues, acima transcrita, publicada no Jornal Correio da Paraíba, de 23/11/1990, que encontrei mexendo nos meus papéis velhos, contém um comentário meu acolhido por Gonzaga, no qual eu tecia críticas ao então governo collorido, posição na época aplaudida e emparelhada pelo velho PT. Hoje Collor é companheiro e influente personalidade no governo petista, enquanto eu continuo na mesma posição crítica ao abominável político alagoano. Quem mudou? O PT, claro. Eu não mudei nada.
Escrito por Virgolino às 21h56
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Artigo
Publicado no Site: Ancomarcio,=.com 
Língua Portuguesa - Gramática complicada Não pretendo aqui comentar ou emitir opinião própria sobre as dificuldades da gramática da língua portuguesa. Principalmente em face do Novo Acordo Ortográfico. Apenas transcrevo o exemplo das muitas faces da palavra “quê”, comentadas pelo professor Josué Machado. É só uma palavra e vejam o número de regras para a sua aplicação, que entendo como uma boa lição e como boa amostra da complicação do idioma que herdamos de Portugal. Quem tiver paciência, veja a seguir. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
"As muitas faces do “quê” Autor: Josué Machado I)Funções morfológicas do QUÊ.
1 Que substantivo. Tem o sentido de "alguma coisa", "que coisa". É sempre acentuado nessa função, em que aparece modificado por artigo, pronome adjetivo ou numeral. É a única função em que pode ter plural. O presidente disse a ele não sei QUÊ que o fez mudar o voto. O senador Suplicy tem um QUê de alienígena que chegou depois. Os QUÊS tornam o texto áspero como a alma dos políticos. 2 Que interjeição. Como toda interjeição, exprime sentimento, emoção. Nessa função, é sempre exclamativo e acentuado. QUÊ! Ele ainda não recebeu o aumento? QUÊ! A Justiça livrou o Palocci? QUÊ! A Câmara Federal trabalha para criar mais 7.500 vagas para vereadores! Pode ser antecedido de artigo: O QUÊ! Espero que não demore para terminar o trabalho. 3 Que preposição. Equivale a "de" ou "para" e integra uma locução verbal com os verbos auxiliares "ter" e "haver". Em tais locuções, alguns sábios consideram impróprio o já amplamente difundido uso de "que" em lugar de "de". Todos hão QUE fazer o melhor que podem. Tenho QUE escrever com a maior clareza possível. Os senadores têm pouco QUE fazer no plenário. Os políticos não têm muito QUE fazer para ganhar a vida. 4 Que advérbio. Funciona como reforço de adjetivo e, mais raramente, de advérbio; equivale aproximadamente a "quão" e "quanto". QUE belos tempos passamos juntos! QUE honrados foram aqueles senadores! QUE longe ficou meu sonho de felicidade... "Belos" e "honrados" são adjetivos; "longe", advérbio. 5 Que partícula de realce. Também chamado de partícula expletiva, serve apenas como realce, por isso pode ser suprimido sem que o sentido da oração se modifique. Também aparece com o verbo ser na locução "é que". Qual QUE é a sua? "Oh, que saudade QUE eu tenho..." (Casimiro de Abreu, "Meus oito anos".) Os políticos É QUE sabem viver. 6 Que pronome adjetivo. Modifica o substantivo ao lado do qual aparece. QUE peito teve o Mercadante! QUE atitude admirável a dos senadores! "Infância, QUE sorte cega, QUE ventania cruel, QUE enxurrada te carrega, Meu barquinho de papel?" (Versos do poema Coração, de Guilherme de Almeida.) 7 Que pronome interrogativo. Ocorre em orações interrogativas com o significado de "que coisa". Alguns sábios classificam tais pronomes como indefinidos, embora inseridos em frases interrogativas. Isso porque são pronomes de significação imprecisa, característica dos indefinidos. QUE importa a sua renúncia se só faz o que lhe mandam fazer? QUE espera que eu faça? QUE dia é hoje? Pode ser reforçado por "O": O QUE espera que eu faça? 8 Que pronome relativo. Refere-se a um termo antecedente (grifado nos exemplos abaixo), projetando-o na oração seguinte, chamada adjetiva. É o caso em que pode ser substituído por "o qual", "a qual", "os quais", "as quais". A mão QUE afaga é a mão QUE apedreja. (Liberdade com o verso "A mão que afaga é a mesma que apedreja", em Versos Íntimos, de Augusto dos Anjos.) Tenho saudade da criança QUE fui. O candidato QUE ofendeu Sarney é o presidente QUE o salvou. O homem, QUE é mortal, começa a morrer quando nasce. 9 Que conjunção. Relaciona duas orações e se classifica de acordo com a oração que inicia. A) Coordenativa. Introduz orações coordenadas. - Aditiva: Falam QUE falam e nada resolvem. - Alternativa: Desista QUE não desista, tanto faz. - Explicativa: Nana, neném, QUE a cuca vem pegar. Choveu, QUE o chão está molhado. (= porque.) - Adversativa: Esperava que outro, QUE não meu amigo, fizesse aquilo. B) Subordinativa adverbial. Introduz orações subordinadas adverbiais. - Causal: Não espere QUE eu não vou. - Temporal: Aberta QUE foi a sessão, ele pediu o arquivamento do processo. - Final: Faltou muito QUE o Bigodão fosse cassado. (Que = para que.) - Comparativa: Mostrou-se mais fraco QUE ela. (Ou: do que ela.) - Condicional: Não foi ela, mas, QUE fosse, seria premiada. - Consecutiva: O governo esforçou-se tanto QUE o livrou da cassação. - Concessiva: Por muito QUE se explique, não convence. C) Subordinativa integrante. Introduz orações subordinadas substantivas. - Subjetiva: É preciso QUE soframos para entender o amor. - Objetiva direta: O estudo de sua trajetória revela QUE ele sempre oscilou. - Objetiva indireta: Tenho esperança de QUE ele pague pelas picaretagens cometidas. Ainda me lembro de QUE a amei demais. - Completiva nominal: Fiquei com a certeza de QUE ele só foi valente com a Lina. Tive receio de QUE ela fugisse. - Predicativa: A verdade é QUE eles não ligam para a ética. Esse papo parece QUE não vai dar em nada. - Apositiva: Ele tem um sonho: QUE a tia mal-humorada seja eleita. II)A preposição que faz falta É comum, mesmo em textos ambiciosos, a omissão indevida da preposição antes do pronome relativo "que", que funciona como objeto indireto, adjunto adverbial, agente da passiva e complemento nominal.
Em vez de: "É algo de que poucos se lembram: viemos ao mundo para sofrer", escrevem: "É algo que poucos se lembram: viemos ao mundo para sofrer". Em vez de: "Esperou a hora em que ela se distraiu para avançar", escrevem: "Esperou a hora que ela se distraiu para avançar". Em vez de: "O homem por que foi atacada recebeu castigo", escrevem: "O homem que foi atacada recebeu castigo". Em vez de: "A votação a que você fez referência foi viciada, escrevem: "A votação que você fez referência foi viciada". III)Funções sintáticas do QUÊ. Ao funcionar como pronome relativo, QUE pode assumir vários papéis sintáticos.
1 Sujeito: Percebi então a mulher magoada QUE detestava o marido. QUE é sujeito do verbo detestar. Ele é o homem poderoso QUE lesou o caseiro. QUE é sujeito de lesar. 2 Objeto direto: Ele era o marido incompreendido QUE ela detestava. QUE é objeto direto do verbo detestar. Cometeu um erro tolo QUE ela não perdoou. QUE é objeto direto de perdoar. "Lá tenho a mulher QUE eu quero/Na cama QUE escolherei" (Manuel Bandeira, falando de Pasárgada, lugar que evoca o Congresso brasileiro para quem é amigo do rei.) QUE é objeto direto de querer e escolher. 3 Objeto indireto: É algo de QUE poucos se lembram: viemos a este mundo para sofrer. QUE é objeto indireto do verbo lembrar-se. 4 Adjunto adverbial: Esperou a hora em QUE ela se distraiu para avançar. QUE é adjunto adverbial do verbo distrair. 5 Agente da passiva: O homem por QUE foi atacada recebeu o castigo merecido. QUE substitui "homem", agente da passiva. 6 Predicativo do sujeito: Sou o QUE sou. Gostaria de voltar a ser a criança QUE fui. QUE é predicativo do sujeito oculto "eu". 7 Complemento nominal: A votação a QUE você fez referência foi viciada. QUE é complemento nominal de referência."
Escrito por Virgolino às 10h18
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Crônica
Publicado no Portal Mhário Lincoln do Brasil-PMLB 
Paz e amor
Quando a pessoa pública, e mesmo a apenas quase pública como eu, de tanto se envolver em polêmicas e discussões, de tanto combater os que lhe são contrários e de tanto ser anatematizado como grosso e carrancudo, se dá conta de que está próximo a conseguir a unanimidade contra, e aí de repente se toca, faz uma reflexão, lembra da recomendação bíblica de que deve conviver bem e amar os irmãos com a sua diversidade natural, começando, então, um processo de mudança de postura, sem mudar de personalidade, sem mudar de ideologia como os políticos mudam de partido, mas tentando mudar para melhor, visando ser melhor aceito pela comunidade a que pertence. Nosso presidente Lula é um bom exemplo dessa circunstância. Opositor que amedrontava as elites pela cara fechada, pela carranca, tentou, mantendo essa postura, três vezes a candidatura a presidente e não venceu. Tudo indica que fez uma revisão na sua imagem, foi mudando paulatinamente, ao ponto dos marqueteiros criarem a figura/slogan de “Lulinha, paz e amor”. Passando a adotar um bem manejado jogo de cintura, a se entender com o que antes ele antipatizava e era antipatizado, tornou-se cordato, maleou o debate, e, nesse prisma, deu um banho na quarta eleição, vencendo com margem expressiva e chegando ao que ele perseguiu na vida com tenacidade e que não lhe chegara antes devido à carranquice. Mantendo a postura cordial, o diálogo em maior amplitude, foi reeleito facilmente e conserva no governo um apoio em níveis que nem ele e nem seu partido esperavam. Convivendo com a outrora combatida FIESP, com a CNI, com a CNT, com a FEBRABAN, para citar as mais fortes corporações do país, Lula permanece como o maior cabo eleitoral do Brasil atual. Outro exemplo, é a ministra Dilma Roussef. Tida como durona, inflexível, forte no comando, passou a ser considerada antipática, ao ponto de prejudicar sua imagem de candidata. Mas, já está começando o movimento de “Dilma, paz e amor”, com ela maneirando o tom nas entrevistas e nas respostas a perguntas ácidas. Por aí, e pelo forte esquema que tem como base de apoio, Dilma pode, para a oposição, ser um osso duro de roer. Há muitos mais exemplos de virada de postura comportamental que fizeram das pessoas, artistas, jogadores de futebol, escritores, jornalistas, clérigos, enfim, um leque significativo de seres humanos, ídolos da simpatia e da empatia. Observando e lembrando desses casos, e como venho adotando nos últimos tempos uma reação muitas vezes destemperada, justificada pela situação calamitosa que vive o Brasil político, mas de certo modo de pouca utilidade para a minha própria vida e que pode ser considerada também como atitude na contra-mão da realidade que vive o mundo, por tudo isso, acho que faço bem em arrefecer o ânimo crítico, situando-o na observação dos fatos sem passionalismos, sem comprometimentos. Sozinho, gritando, esperneando, criticando, enquanto os alvos de minha crítica cada vez mais estão se dando bem, vivendo bem, sem se incomodarem com o combate, chego à conclusão de que, como não vou salvar o mundo, a crítica e o combate devem caminhar por uma via mais realista, mais pragmática, simplesmente porque o mundo e não só o Brasil está palmilhando por uma estrada, como que cercada de doces frutas, onde o caminheiro vivaz vai colhendo e comendo as frutas, engordando, cantando, e a cada passo torna-se mais volumoso, tanto o volume físico, como o volume econômico. É assim o mundo, e se o Criador não consegue mudar, não sou eu que vou fazer um mundo novo. Assim, sem renunciar ao direito cidadão de apontar os erros, de condenar a corrupção, de não compactuar com a bandalheira, acho que não preciso ser intolerante, cáustico, carregar nas tintas dos comentários e críticas, bastando dar o recado, com seriedade, manter a consciência limpa, dormir sem sobressalto e não ter pesadelos.
Está, então, lançado o meu slogan particular: “Virgolino, paz e amor”.
Escrito por Virgolino às 09h58
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Artigo
José Virgolino de Alencar
Brasil, IDH e desenvolvimento econômico-social
No ranking do Índice de Desenvolvimento Humano-IDH, calculado e tabulado pelo PNUD/Nações Unidas(Quadro abaixo), o Brasil ocupa o 75º lugar, perdendo para países pequenos como Islândia, Irlanda, Suiça, Chile, Argentina, Uruguai, Cuba, México, Venezuela, entre outros. No BRIC, grupo composto por Brasil, Rússia, Índia e China, tidos como países de economia em desenvolvimento, a Rússia é o primeiro e o Brasil, no IDH, é o segundo, china, terceiro, e Índia, quarto. Vale acrescentar que o crescimento anual do PIB da China e da Índia supera o do Brasil. China e Índia estão crescendo a 7 e 10%, respectivamente, o que significa que esses países passarão logo à frente do Brasil. Embora dos países do BRIC o Brasil seja o que recebe mais Investimentos Estrangeiros, atraídos pelos generosos juros de quase 10%, enquanto China e Índia oferecem menos de 3%, mesmo assim, o Brasil é o que menos cresce, ou seja, não tira partido dos investimentos vindos do exterior como os demais países. Aqui, o investidor estrangeiro investe na Bolsa, ganha acima de 10% ao ano, manda o ganho para seus países de origem ou para paraísos fiscais, deixando no Brasil apenas um resíduo, mal aproveitado pela economia nacional. Esse panorama, que não é alvissareiro como o goverrno brasileiro faz crer, exoge quie o comando do país se debruce sobre esta circunstãncia real, não sendo recomendável o que o Presidente Lula faz: viaja, zanza, surfa na maionese, voa e vive literalmente nas nuvens, dá plena cobertura a tudo o que é corrupto de sua base, entrega a gestão ao mercado e o poder ao sistema empresarial corporativo, enquanto faz um marketing colocando o Brasil a mil maravilhas, embora tenhamos quarenta milhões, sim, é isso mesmo, quarenta milhões de pobres, excluídos do banquete, vivendo de caridade. Um esquema de governo contentar-se com um quadro que é apenas razoável e ausentar-se de suas tarefas de governo, não botando o olho nessa realidade, não pode merecer outro anátema que não o de chefe de nação pouco dado à responsabilide de sua elevada função. Outro equívoco que leva o governo a dormir em berço esplêndido é a indiferença entre crescimento econômico e desenvolvimento sustentável. Assim, o Brasil cresce, concentra a renda, e não promove o desenvolvimentos social sustentável. Joga uma massa imensa no cordão dos excluídos, uma verdadeira bomba relógio de efeito retardado, mas com a contagem regressiva armada. Quando estourar e jogar cacos do país para todos os lados, não reclamem, porque foram avisados.
Escrito por Virgolino às 22h13
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Poesia/Cordel
José Virgolino de Alencar
O vovô e a netinha Alquebrado. Do tempo a crueldade lhe fez ranhuras no corpo e na mente; junto à netinha o vovô, alegremente, acha forças que os anos, o peso da idade, ameaçam vergar-lhe, roubar a felicidade. A netinha o faz viver, não intensamente porém, para não desanimar, suficiente o bastante para lhe oferecer longevidade. Ver os dois brincando, nota-se que o vovô, rejuvenescido, pueril, volta a ser criança; a netinha, reagindo como adulta, até ousou aconselhá-lo a não perder a esperança na vida que lhe resta da vida, e falou: -vem vovô, me dê a mão, entre na dança.
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Moderno INTER-FACE (Versos à moda popular e a influência da moderna tecnologia)
Busco no Gloogle, nos sites, no BOOK, A informação que vem rápida ONLINE, Nos chega pelo PC moderno, VERY FINE, Porém não explica e deixa meu LOOK Verde de raiva, tal Incrível HULK. Tento fazer, então, um UPGRADE, Visando a eficácia do meu lucrativo TRADE, Num mundo dominado pelos BUSINESS E que se comunica em veloz WIRELESS, Fascinado pelo avanço do tecnológico MADE. O celular evoluiu, virou IPOD, Faz de tudo, está ligado na WEB, Não podemos fugir dessa LOW EBB, Mesmo lamentando-se: oh MY GOD, Sob pena de sofrer um duro PROD. Está vindo aí o novo SMARTPHONE, Para mim quero pouco, basta ONE, Embora não rejeite o DISC-PLAYER, No high-tech gosto de qualquer EITHER, Como curto ouvir o som em RINGTONE.
Escrito por Virgolino às 17h55
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Artigo

Blindagem da família no mundo moderno A humanidade nunca precisou tanto de uma ação global objetivando proteger a família. O mundo moderno, com as comunicações facilitadas e interligadas em tempo real, pelas fascinantes ferramentas da tecnologia, infelizmente, tem divulgado com maior força os comportamentos destrutivos do que as ações construtivas e protetoras das famílias. Os sites, portais, blogs, chats, orkuts, grupos de discussão via e-mails, tudo isso tem levado muito mais e com muita freqüência mensagens negativas e de más influências para a formação dos jovens, trazendo a ameaça de desarmonia familiar, porque os atrativos são sedutores para a mente em formação do adolescente e do jovem, campo fértil para receber e aderir aos comportamentos que transitam na contramão dos exemplos e das lições que eles recebem nos seus lares. A falta de diálogo ou o diálogo, conduzido por caminhos destoantes para a verdadeira formação da juventude, entre os pais e os filhos, está perigosamente perdendo força, perdendo a batalha para as influências externas. Os pais, diga-se, estão cedendo com uma certa omissão, fugindo do diálogo, envolvidos em suas profissões, seus trabalhos, seus gostos pessoais intra e extra-lares, tendo, assim, parcela de culpa por não reservar tempo para conversar com os filhos, para se informar como eles estão vivendo, com quem estão se relacionando, em que ambientes estão obtendo informações e quais são estas informações. O adolescente, o jovem, sentindo-se só e à vontade para seguir seus caminhos e tendo a mente vulnerável às ilusões, sonhos e quimeras, embora não possam desculpar-se do comportamento errático, pelos menos encontram justificativas para suas escolhas na indiferença dos próprios pais. A estes, os pais, deve ser lembrado o que diz o Livro dos Provérbios, no Capítulo 11, versículo 27: “Aquele que derruba sua casa herdará o vento”. Os pais, como condutores da família, que não dedicam preocupação com o destino de seus filhos, estão, na linha bíblica, derrubando suas casas e a conseqüência é herdarem o vento, que sopra irreversivelmente numa direção sem retorno. Uma atitude de mudança, de cuidar antes que seja tarde, deve ser tomada pelos pais. E a Igreja, instituição que tem como pilar básico a família, está, como sempre esteve, movimentando-se, em meio a muitas dificuldades, atuando para proteger a família, sendo, no entanto, pouco ouvida por quem mais precisa dela. As Pastorais da Família, que tem em todas as dioceses, pretendem ser uma célula do grande corpo que visa dar a necessária orientação e até formação às famílias, montando uma estrutura, construída com alicerce na crença espiritual, para blindar a família com o manto da fé, do amor, da paz, levando harmonia e tranqüilidade aos lares de formação religiosa e, de forma ecumênica, a todos os lares de todos os credos. Não se pretende ser salvadora do mundo, mas dá um passo que ajudará em muito os adolescentes e jovens para seguir por caminhos mais seguros para seu futuro. E é assegurando o futuro da juventude que se contrói o futuro de um núcleo familiar, de uma região, de um país, do mundo, enfim. A união das pequenas células e a saúde que se dá a elas representam a garantia de um corpo sadio e produtivo. É disso que a família precisa.
Escrito por Virgolino às 15h10
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Artigo

Os úteis nada inocentes do falso golpismo Há muita gente que, aceitando ser útil mas não inocente, segue o esquema lulista/petista e não vê que está caindo no engodo criado por aliados do sistema de forças que são os pilares de sustentação do governo. Os espertalhões, que aderiram ao poder e que nada têm com o idealismo do outrora sério PT, estão criando uma figura fantasmagórica que eles intitulam de PIG-Partido da Imprensa Golpista, arrolando os grandes jornais, revistas e redes de TV como integrantes de uma conspiração que deseja derrubar o governo. Isso, porém, não passa de uma disputa de espaço do lado direito do espectro político brasileiro, visando abocanhar tanto as verbas publicitárias que o setor de comunicação do governo dispõe, como os generosos incentivos fiscais, distribuídos pela gestão lulista com quem melhor lhe interessa. No fundo, essa imprensa neoadesista e a imprensa tradicional dão apoio, no atacado, ao mando delegado ao PT nas urnas, no entanto abocanhado e comandado por um bando que foi se chegando, entrando no grupo de poder e dele agora toma conta. Os chamados jornalões, as revistonas e as bigs televisões, realmente, têm sacaneado com o PT, há um propósito de isolar o Partido dos Trabalhadores, facilitando o monopólio do governo pelo PMDB e seus satélites da direita reacionária e corrupta. Contudo, a ação das poderosas forças da comunicação preserva claramente a figura de Lula, por uma explicação muito simples. Lula de nada sabe, nem quer saber, querendo mesmo é estar sentado na cadeira de presidente, voar no jatão oficial, zanzar pelo mundo, fazer seus dircursos sem pé nem cabeça, contanto que não seja importunado por forças que podem golpeá-lo. Para isso, ele injeta gordas verbas nos órgãos de comunicação e entrega aos operadores do mercado o comando administrativo, como a Meireles, no campo da economia e do jogo monetário, a Sarney, Renan e caterva, no Congresso, aos Bancos, no segmento financeiro, à FIESP, CNI, CNT, etc.., no âmbito empresarial, e assim por diante. Então, quem mantém Lula de pé são as corporações que os úteis nada inocentes caem nessa história de PIG, levados pela pequena imprensa que, se dizendo aliada e fiel, reivindica parte do bolo de recursos. Entretanto, é exatamente o tal PIG que, esnobando o PT, asfalta os caminhos por onde Lula transita na sua forma pessoal de exercer o poder, ou seja, aplicando, intuitivamente, o “laisser passer” e o “laisser faire”, ou, melhor dizendo, não fazendo, em termos de condução do país, absolutamente nada. Esse caminho bem asfaltado pelos pilares de apoio, combinado com a concessão de esmola ao grande número de brasileiros necessitados, carentes, desinformados, a quem não chegam a educação, a saúde, a segurança, a boa informação, cria o fértil ambiente para que,numa pesquisa de opinião, expressiva parte da população seja favorável à liderança pessoal de Lula. Por outro lado, esses simpatizantes não transferem a opinião para nenhum candidato do presidente, mesmo que o candidato apresente, ainda que falso, o verniz socialista, como a ministra Dilma, que não emplaca e tem elevado índice de rejeição. O que se quer mesmo, por parte dessas forças, é a continuidade da mãezona Lula, desde que o presidente se mantenha estrategicamente afastado do PT. Não que o PT cause temor pelo seu lado esquerdista, a essa altura renunciado em favor da manutenção da carrapatagem na máquina administrativa. É que as forças reacionárias e corruptas têm os seus nomes para os cargos e é por aí que os acólitos petistas berram contra o golpe da direita, que conservará Lula pelas suas mil e uma utilidades, mas estragará o PT e seus formiguinhas que comem o açúcar do poder, entranhados nos escaninhos da burocracia governamental. A já envelhecida sigla cobra com razão o fato de ter sido ela e dentro dela que se forjou a liderança de Lula. Este, esperto, vislumbrou rápido como poderia se manter no poder e deu bananas ao PT. Os petistas vêm se conformando com a banana, frutificada sob a forma de cargos bem remunerados na máquina pública, aguentando embirrados a posição “pragmentirosa” de seu líder. Nesse ritmo, reconheça-se, Lula tem fôlego para uma boa longevidade no poder, com jogo de cintura suficiente para conviver com um leque de apoio que une jacaré com cobra d’água, intelectuais com analfas, ricaços com pobretões, hereges com religiosos, honestos com notórios corruptos. E assim, no Brasil, la nave vá, vá, vá.........., ninguém sabe pra onde.
Escrito por Virgolino às 10h41
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Crônicas
 A vida e a morteNo mês de novembro próximo completarei 68 anos de vida. Não é uma idade nem melhor e nem pior do que a passada ou a futura. Contudo, pela proximidade dos 70, faz-me lembrar que, daí com mais 3.0, fecharei a conta em 100 anos, um século, portanto. Quero chegar lá, mesmo com todas as dúvidas de que, numa idade dessa, 100 anos, a pessoa possa ser real e completamente feliz, esperando a qualquer hora a morte bater à porta, oferecendo a viagem que ninguém, em idade nenhuma, quer fazer. A morte é um inexorável desígnio de Deus, mas, das coisas que o Criador nos oferece, é a única que a gente, se pudesse, rejeitaria. É uma má companhia, ainda que venha com o consolo de que está nos levando para junto do Pai. Como o Pai é onipresente, ou seja, Ele está aqui na terra, por quê, então, não nos deixa junto Dele por aqui mesmo, vivo, vivendo, trabalhando e produzindo? Ele nos dá tudo e quando a gente nem ainda realizou totalmente o que planejou vem a morte, em nome de Deus, e revoga tudo, apaga tudo, transforma-nos em pó, ou seja, em nada. Esse contrato a termo, sem aditivo, eu assinei a contra-gosto, forçado, porquanto é irrecusável e irretratável. Entretanto, desejaria e muito que não tivesse essa circunstância fatalística do morrer, preferiria a eternidade do viver aqui na terra. É bom viver, com saúde, com paz, com harmonia, amando, gozando. Ainda que tropeços nos tirem a paz, abalem a saúde, ameacem a harmonia, mesmo assim não nos anula a vontade de viver, salvo os casos de extremo desencanto com a vida, que leva a pessoa ao suicídio. Acho que o suicídio é o convite da morte diante da fraqueza da pessoa, ou até pode ser o contrário, a pessoa quer resistir, fugir, mas a maldita cutuca o sujeito insistentemente e ele se entrega. Eu tento resistir, não antecipar a data e somente me dar por vencido pela natural esclerose e falência dos órgãos vitais que fatalmente chegam e determinam o finamento do contrato. Tiro na cabeça, corda no pescoço ou salto acrobático de um prédio alto para encontrar com a morte, com certeza disso aí eu fujo e ela não me pega. Portanto, 68 são muitos anos, mas espero mais números múltiplos de 2, de preferência uns 20 ou mais múltiplicadores. Essa rapadura doce da vida eu não quero entregar à fatídica nem tão cedo. O amargo fel da morte só quero sentir nas últimas, lá para as calendas gregas. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
O contemplar do pôr-do-sol e o ciclo da vida.Fim do dia, à tardinha, contemplar o pôr-do-sol, sentindo a brisa da noite chegando, faz a gente refletir como foi o caminhar ao longo do dia. Com certeza houve momentos de realização de sonhos, de concretização de planos, satisfação de desejos, vitórias somadas às vitórias acumuladas da vida. Por outro lado, contudo, é possível que tenha ocorrido intempéries, dificuldades, frustrações, a tornar incompletas as vitórias e colocar pontuações negativas no caminhar.
Mas nada disso pode trazer desânimo, deve ser encarado como vicissitudes que desafiam as nossas forças, querendo enfraquecê-las e fazer esquecer que os momentos de realização dos sonhos, a concretização dos planos, a satisfação dos desejos e as vitórias somadas superaram os pontos negativos.
Olhando o sol baixando e sumindo no horizonte, a alma se renova e se prepara para o descanso noturno, o sono, os sonhos, o relaxamento da mente e do corpo, para, ao acordar, abraçar o nascer do sol no amanhecer, retemperar as energias e recomeçar o ciclo da vida, sentindo a brisa dos ventos matinais, com o ar puro que eles sopram e oferecem o oxigênio de que necessitamos para respirar e partir firme para a lida diária, buscando a realização de sonhos, a concretização de planos, a satisfação de desejos e conseguir somar mais vitórias às vitórias acumuladas da vida.
Esse é o ciclo misterioso da vida, que o contemplar do pôr-do-sol enche nossa alma de esperanças, de expectativas positivas, a par de ser uma imagem da mais bela arte desenhada pela natureza, como produto da infalibilidade do Criador.
A vida é assim, na sucessividade dos dias e das noites, uma busca incessante e imponderável pela satisfação de desejos, mesmo em meio às angústias, às dores, aos tormentos. Se o desespero não bater à porta e não penetrar furtivamente em nossa intimidade, sempre poderemos afirmar que viver vale a pena.
Os muitos pôr-de-sóis que contemplamos e os muitos abraços no nascer do sol induzem-nos a concluir que os mistérios da criação não devem deixar dúvidas, sejam metafísicas, transcendentais, sejam pragmáticas e realistas, sobre a importância do viver e sobre a necessidade de construir algo de produtivo na vida, deixar a marca pessoal na existência para perpetuamento de nossa passagem na Terra, nos acompanhando na mudança para o outro plano, misterioso também, tanto quanto inexorável.
Quando lá chegar e olharmos para aqui embaixo, que tenhamos o prazer glorioso de que as vicissitudes não foram nada diante dos sonhos realizados, dos planos concretizados, dos desejos satisfeitos, das vitórias acumuladas, no percurso transcorrido entre o nascer e o finar da vida.
Escrito por Virgolino às 16h37
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Crônica

A estranha origem da palavra “cofre” É na história da Demanda do Santo Graal, com a morte do Rei Bandemaguz, que se encontra a etimologia da palavra “cofre” parecendo lenda como o próprio Santa Graal, segundo é contada no Romance de Erec e em outras obras fantásticas desse passado remoto. Na antiga versão em português, uma passagem da história da morte de Bandemaguz, foi escrita assim: um personagem do fato, querendo enterrar o morto, fala: “Pois assy he disse gualuã eu hirey busquar preto ou longe huu “soterre”(contração de “se enterre”) e roguouos que fiquedes co ell polhe fazer compãnha ata que uenha eelle..........”. O texto acima está escrito dessa forma e é o legítimo português da época. O encarregado de reescrever o texto fez uma troca na palavra “soterre”, que já era contração de “se enterre”, e colocou um “c” no lugar do “s” e um “f” no lugar do “t”. E escreveu “coferre”, no significado de lugar para enterrar o morto. No desenrolar da formação do português até nossos dias, a palavra “coferre” perdeu o “e” de “fe” e virou “cofre”, que, como lugar para enterrar, tomou o sentido de lugar para guardar objetos, coisas e valores, sacramentando o uso da palavra “cofre”, como nós conhecemos hoje. Pelo menos é o que afirma o Site “Trapalhadas Tipográficas”. Trapalhadas tipográficas, no jargão dos escritores, são chamadas de “gralhas” que costumam ser pé no saco de quem escreve. A versão acima descrita é abonada pelo filólogo José Pedro Machado em seu Dicionário Etimológico e não desmentida até agora. Se a lenda do Santo Graal já é estranha por si mesmo, em sua característica de história fantástica, das mil e uma noites, ainda deu como resultado essa aparentemente fantasia etimológica da origem da palavra “cofre”. Apesar da origem, hoje não diremos que o “de cujos” foi colocado no “cofre” número “x” do cemitério “Caminho do Céu”. Mas, estaremos corretos, se se disser que Maluf tem no “cofre”, bem enterrados, os milhões de dólares que vivamente conseguiu, com o milagre da multiplicação dos salários de Prefeito de São Paulo. Bem que a justiça, numa metáfora jurídica, poderia colocar Maluf no “cofre’, substituindo a palavra “cela”, de uma prisão, tirando-o do grande “cofre” onde ele guarda sua imunidade, ou seja, o Congresso Nacional. Assim como não custa fuçar nas escritas e histórias antigas, também não custa sonhar com a moralidade do país, usando novos conceitos lingüísticos e etimológicos.
Escrito por Virgolino às 12h30
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Cordel

Cordel publicado no campo de comentários do Blog do Noblat e reproduzido no Portal do Partido Popular Socialista-PPSLulla x Fernando Collor- novos companheiros Portal PPS
Por: José Virgolino de Alencar - publicado no Blog do nolbat
De Lulla pra Fernando Collor: “Meu companheiro de cocho, Calma, não seja gabola, Nem faça também muxoxo, Tal como você, eu sou Macho com aquilo roxo”.
Responde Collor de Melo: “Eu também ‘que nem’ você Sou um cabra muito macho E posso então lhe dizer Que meu cacho collorido Está às ordens do PT”.
Retruca o presidente: O que você aprontou Não foi nada mais do que Todo mundo adotou, Foi hipócrita o partido Que a você denunciou”.
Fernando Collor agradece: “Só você, grande Luís, Entende minha postura E aquilo que eu fiz, Por isso eu lhe apoio, Apoio que me faz feliz”
Já Lulla emocionado Recebe Collor no colo, Chama-o de companheiro, Cantam em dueto um solo, Achincalhando o Brasil, Lulla diz: “deixa qu’eu enrolo”.
Escrito por Virgolino às 12h22
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